Vocês amigos com certeza ainda recordam De uma viola que gemia em minha mãos
As melodias pronunciadas pelas cordas Quando eu cantava com próprio coração E quantas vezes eu pernoitava no sereno O som da viola despertava minha amada
Hoje sozinho sinto na alma o veneno Das longas noites e das frias madrugadas
E as canções que eu cantava pelas ruas Deixei de herança para um dos companheiros Em minha ausência parece a velha lua Vem ver o silêncio do antigo seresteiro
Meu triste peito torturado pela idade Em serenata já não pode mais cantar E para todos que de mim sentir saudade Os companheiros cantarão em meu lugar
Aqui tão longe das noitadas de seres Somente a viola guardo de recordação Do meu passado só a saudade me resta Por que a vida foi um sonho de ilusão
Esta viola nunca mais fez serenata Sinto tristeza que cada vez que olho nela Porque me lembro daquela tirana ingrata Que foi embora e nunca mais eu soube dela!
Compositores: Anibio Pereira de Souza (Zilo) (SICAM), Benedito Onofre Seviero (Benedito Seviero) (ABRAMUS)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 2004 (04/Fev) e lançado em 2003 (01/Nov)ECAD verificado obra #26158 e fonograma #653395 em 06/Abr/2024 com dados da UBEM