O meu nome é Sebastião Rodrigues de Carvalho Fui carreiro e com saudade lembro o tempo de trabalho Hoje eu moro na cidade, mas nem de casa eu saio Chego a sonhar com meu carro cortando pelos atalhos Quatorze bois todos mouros desde a guia ao cabeçalho
Nome da minha boiada até hoje estou lembrado Redondo e Marechal, Craveiro e Desejado Jagunço e Violento, Estrangeiro e Numerado Retaco e o Barão, bois baixos e reforçados O Maneiro e o Rochedo, doze bois aparelhados
Na junta do cabeçalho, Ouro Preto e Coração José Martins de Azevedo, o nome do meu patrão Na fazenda São Luiz onde eu morei um tempão Cortava aquele cerrado lotadinho de algodão Dava um dueto doído o gemido dos cocão
Hoje eu moro na cidade, mas não posso acostumar Em outubro faz dois anos que eu deixei de carrear Às vezes estou sozinho e começo a lembrar Parece que estou escutando o meu carro a cantar Eu nasci pra ser carreiro, não nego meu naturar
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositor: Adauto Ezequiel (Carreirinho) (SBACEM)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 2016 (03/Ago) e lançado em 2016 (25/Mar)ECAD verificado obra #148888 e fonograma #12699276 em 10/Abr/2024 com dados da UBEM