Sentada num banco frio, a criminosa Ouvia a cruel senteça que a condenava Por ter matado o amante que sem piedade De seu filhinho querido tanto judiava
Enquanto toda a assistência batiam palma Se ouviu uma voz de criança gritando assim Não prendam mamãe, não prendam, por Deus eu peço É ela que neste mundo cuida de mim
Aquela voz de criança era seu filho Pedaço do amor que ela matou sem pena Mas era tão pequenino que o seu lamento Não chegou na alta côrte da lei terrena
E hoje junto a cadeia da criminosa Aquela criança vive no desabrigo Chamando, Vem mamãezinha que eu tenho frio Quero dormir nos teus braços e sonhar contigo
Nas grades frias o vento gemendo chega Trazendo a voz comovente de seu filhinho E ela vendo e não pode estender os braços Para enxugar o pranto de seus olhinhos
E entre as crianças pobres abandonadas Aquela criança vive de déo em déo Traído na lei da terra, só com a morte Espera encontrar justiça na lei do céu
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositor: Jose Fortuna (Ze Fortuna) (UBC)Editor: Fermata (UBC)Publicado em 2000 (16/Jun) e lançado em 2000 (30/Jun)ECAD verificado obra #575364 e fonograma #1732592 em 04/Abr/2024 com dados da UBEM