Moça gorda era a Chica Constância Quando ela casou, que trabalho estafante Pra vestir seu vestido de noiva Veio a costureira e mais vinte ajudante
E trouxeram cem metros de faixa Pra ver se a danada formava a cintura Quando a turma apertava no meio Por todos os lados saía gordura
Apertava por cima, saía por baixo Apertava por baixo, saía por cima Apertava por trás, saía pra frente Apertava pra frente, saía pra trás
E de tanto apertar a Constância Saiu pelo zóio os purmão da marvada Toda as tripa saiu pela boca E a pobre da noiva morreu destripada
Um caixão com três metro de fundo E quatorze de boca foi encomendado Mesmo assim pra caber foi difícil Pois saía banha por todos os lado
Apertava por cima, saía por baixo Apertava por baixo, saía por cima Apertava por trás, saía pra frente Apertava pra frente, saía pra trás
(“Nossa mãe! Tanta gordura junta e a banha desse preço, gente! ”)
Pra levar ela pro cemitério Veio um trem de ferro com quatro vagão O coveiro cavou por dez dia Pra abrir o buraco pra entrar o caixão
Foi preciso trazer um guindaste Pra ver se a Constância na cova descia Todo mundo apertava sem dó Mesmo assim no buraco o caixão não cabia
Apertava por cima, saía por baixo Apertava por baixo, saía por cima Apertava por trás, saía pra frente Apertava pra frente, saía pra trás
Apertava por cima, saía por baixo Apertava por baixo, saía por cima Apertava por trás, saía pra frente Apertava pra frente, saía pra trás
Mas apertava por cima, saía por baixo Apertava por baixo, saía por cima
(Pedro Paulo Mariano - Santa Maria da Serra-SP)
Compositores: Euclides Fortuna (Pitangueira) (SBACEM), Jose Fortuna (Ze Fortuna) (UBC)Editor: Editora e Importadora Musical Fermata do Brasil Ltda (UBC)Publicado em 2012 (27/Fev) e lançado em 1963 (10/Dez)ECAD verificado obra #1840352 e fonograma #2387054 em 04/Abr/2024 com dados da UBEM