O Robô Matou o Trabalhador
Você não sabe o que são tempos duros, filho
Tempos duros são quando os operários textéis
Deste país estão sem trabalho
Têm quatro ou cinco filhos e não pagam as contas
Não conseguem comprar comida
Tempos duros são quando os metalúrgicos
Ficam sem trabalho e mandam pra casa
E tempos duros são quando um homem trabalhou
Num emprego por trinta anos, trinta anos
Dão a ele um relógio, um chute no traseiro
E dizem: "Ei, um computador tomou seu lugar, filho"
Esse lugar não tem mais cheiro de Winston e whisky
Os pés não mais rastejam e rangem
O carvalho duro de um chão harmonioso
E o velho jardim da vó não é mais o mesmo
Há ratos nos tomates e buracos nas folhas
Caiu no quintal onde o vô estacionava o carro
Antes de nos levar ao drive-in e partir nosso coração
As moedas pararam de vir, o motor parou de rodar
E aquela caminhonete ficou parada
Com seis filhos na cozinha
Mesmo bem treinado, bem lido, trabalhando duro
O robô matou o trabalhador
Tirou o prego e o martelo de suas mãos
Lacrou o caixão, vendeu a terra
Trocou a boa Bíblia por máquinas nas mãos
Mais cedo ou mais tarde, quase sempre mais cedo
Os tomates caseiros maduros e depois podres
Sem rima nem razão, sem mão amiga
No dia em que o robô matou o trabalhador
E esse lugar não parece mais com o que
Parecia quando eu era criança
Não vê o que um passo gigante pra humanidade fez?
E todos os calos por palácios erguidos no céu, garoto
Não significam nada para a máquina no
Dia em que o trabalhador morre, garoto
O robô matou o trabalhador
Tirou o prego e o martelo de suas mãos
Lacrou o caixão, vendeu a terra
Trocou a boa Bíblia por máquinas nas mãos
Mais cedo ou mais tarde, quase sempre mais cedo
Os tomates caseiros maduros e depois podres
Sem rima nem razão, sem protesto de pé
No dia em que o robô matou o trabalhador
E tijolo por tijolo, os Mullen construíram a cidade
E tijolo por tijolo, esses infelizes me destroem
Não há ninguém pra culpar quando um trabalhador cai
Só mais anúncios de apostas e mais de tudo isso
O robô matou o trabalhador
Tirou o prego e o martelo de suas mãos
Lacrou o caixão, vendeu a terra
Trocou a boa Bíblia por máquinas nas mãos
Mais cedo ou mais tarde, quase sempre mais cedo
Os tomates caseiros maduros e depois podres
Sem rima nem razão, sem mão amiga
No dia em que o robô matou o trabalhador
Robot Killed The Working Man
You don't know what hard times are, daddy
Hard times are when the textile workers
around this country are out of work
They got four or five kids and can't pay their wages
can't buy their food
Hard times are when the auto workers are
out of work and they tell 'em go home
And hard times are when a man has worked
at a job thirty years, thirty years
They give him a watch, kick him in the butt
And say, "Hey, a computer took your place, daddy"
This place don't smell like Winston's and whiskey no more
Thе feet don't creep and creak the
hard oak of a harmonious floor
And Grandma's old garden ain't what it usеd to be
There's rats on tomatoes and holes in the leaves
Fell in the yard where Granddad parked his car
Before driving us to drive-ins and breaking our hearts
Them quarters quit coming, that engine quit running
And that truck just stayed sitting
with six kids in the kitchen
Even though he was well-trained, well-read, and worked hard
The robot killed the working man
Took the nail and hammer right out of his hands
Sealed up the coffin, sold off the land
Replaced the good book with machines in their hands
Sooner or later, more soon than not
Them homegrown tomatoes all ripe and then rot
With no rhyme or reason, no helping hand
The day the robot killed the working man
And this place don't look like what
it looked like when I was a kid
Can't you see what a giant step for humanity did?
And all of them calluses for palaces built in the sky, boy
Mean nothing to the machine on
the day the working man dies, boy
The robot killed the working man
Took the nail and hammer right out of his hands
Sealed up the coffin, sold off the land
Replaced the good book with machines in their hands
Sooner or later, more soon than not
Them homegrown tomatoes all ripe and then rot
With no rhyme or reason, no protest to stand
The day the robot killed the working man
And brick by brick, them Mullen boys built this town
And brick by brick, them bastards keep tearing me down
There's no one to be angry at every time a working man falls
Just more ads for gambling and more ads for more of it all
The robot killed the working man
Took the nail and hammer right out of his hands
Sealed up the coffin, sold off the land
Replaced the good book with machines in their hands
Sooner or later, more soon than not
Them homegrown tomatoes all ripe and then rot
With no rhyme or reason, no helping hand
The day the robot killed the working man
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