Corre um boato aqui donde eu moro Que as mágoas que eu choro são mal ponteada Que no capim mascado do meu boi A baba sempre foi santa e purificada
Diz que eu rumino desde menininho Fraco e mirradinho a ração da estrada Vou mastigando o mundo e ruminando E assim vou tocando essa vida marvada
É que a viola fala alto no meu peito, mano E toda moda é um remédio pros meus desengano É que a viola fala alto no meu peito humano E toda mágoa é um mistério fora deste plano Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver Chega lá em casa pr'uma visitinha, Que no verso ou no reverso da vida inteirinha Há de encontrar-me num cateretê
Tem um ditado dito como certo Que cavalo esperto não espanta a boiada E quem refuga o mundo resmungando Passará berrando essa vida marvada
Cumpadre meu que envelheceu cantando Diz que ruminando dá pra ser feliz Por isso eu vagueio ponteando E assim procurando a minha flor-de-liz
Compositor: Rolando Boldrin (ABRAMUS)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 1993 (09/Abr) e lançado em 1992 (30/Jan)ECAD verificado obra #7714 e fonograma #1342518 em 13/Abr/2024