Tormenta Se ouve, forte no Sul o sopro do Minuano E a escuridão anunciando como num chasque a fronteira Num rumo de bolhadeira vim rumando do Uruguai Trovejando um sapucai, a Trupilha da Tormenta As nuvens negras esponcharam o céu azul Os ponchos largos mudam e defendem ancas Um breu reiunu matou a sede dos campos E o rinveste suas forças na barranca O vento forte faz rebuliço na terra Este prenuncio de um matchaço temporal O guaranabo agüenta firme o tirrão E merecia esse termo em um ritual E caem raios volhadores como o potro Nas ses Marias na invernada de Sepé Chapéus caseiros se moldam pra defender Carona e basto do que está para acontecer E o gado berra se amedrontando do tempo Contos de mate e bate casco de cavalo E o pensamento vaga livre nas lonjuras Que venha a chuva e renove o pasto ralo Como num grito vem o tropéu do aguaceiro As nuvens bravas se abrirão que nem porteiras O pasto verde se tornou todo encarnado O lamaçau que tomou conta do banhado E a calmaria volta e novo pras quadras Da invernada grande do velho patrão O rio mais calmo vem de volta para a caixa E a espora busca a volta do garrão E caem raios volhadores como o potro Nas ses Marias na invernada de Sepé Chapéus caseiros se moldam pra defender Carona e basto do que está para acontecer E o gado berra se amedrontando do tempo Contos de mate e bate casco de cavalo E o pensamento vaga livre nas lonjuras Que venha a chuva e renove o pasto ralo E renove o pasto ralo E renove o pasto ralo !!
Compositor: Artista DesconhecidoPublicado em 2017 (12/Dez) e lançado em 2016 (09/Abr) ECAD verificado fonograma #15413207 em 21/Jun/2024 com dados da UBEM
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