O medo, que paralisa o braço E estimula o pensamento Incendeia o coração Com seus poemas de lamento
O suor que se esvai Se entrega ao sal que escorre em lágrimas Ao sabor do coro Que lhes dilacera a carne, indiferente à alma
Somos um, mas não somos o mesmo Qual a medida do amor Quando o que nos separa é a cor? E a dor é o que nos faz ser melhores
Eu nasço, brinco e cresço Com uma corda no meu pescoço Na senzala, a portas fechadas Eu peço pra nascer de novo
Quem sabe de uma forma melhor De um jeito que não me aprisionem Talvez se eu nascesse branco E pudesse fingir que sou homem
Com quantos troncos se fez um país? Venderam de graça quem nasceu mais forte
Mas o grito de quem sofre vai Resgatar a imensidão de pecados Então, seremos todos livres!
Somos um, mas não somos o mesmo Qual a medida do amor Quando o que nos condena é a cor? E a dor é o que nos faz ser melhores
Compositor: Carlos Antonio Leite Pacifico (Tom Leite) (ABRAMUS)Publicado em 2016 (11/Abr) e lançado em 2016 (17/Abr)ECAD verificado obra #7852262 e fonograma #12132555 em 15/Mai/2024 com dados da UBEM