Sondre Lerche

The Plague (tradução)

Sondre Lerche

Understudy


A Praga


Passei muitas noites deitado de costas

Esperando o amanhecer furar uma rachadura no teto

Pendurada no céu

E eu invejava o menino que pegou o brinquedo

E fugiu e encontrou a alegria

Enquanto eu ficava nas sombras, imaginando por quê

Voando até mim, envolta em risadas

O rosto de uma mulher, um gosto terrível

Da manhã seguinte a beijos e despedidas

Nunca consigo alcançar meus passos

Os desejos voam para longe

E todo dia eu tenho que lutar contra a praga


Como posso viver assim uma hora

Quando a angústia me acerta como um soco

Minha nudez exposta, e eu não aguento

Ainda tento lembrar lábios em lábios

E toques nos quadris, gelo e fogo

E sombra e brilho

Quando eles deixaram o homem

No rio da noite eu vejo

Um rosto que brilha sobre mim

Mas como estrela cadente se apaga

Como folha de chumbo raspa o cascalho

Minha voz grita, um som áspero

Mas só a praga está lá para me ouvir


Esforçando-me para ver

Correndo atrás de mim

Eu continuo batendo

Batendo na porta

Mas tudo é tão vago

Quando você encontra a praga

E eu continuo vindo, sempre volto por mais

The Plague


I spent many a night laying on my back

Waiting for the dawn to pierce a crack in the ceiling

Hanging from the sky

And I envied the boy who grabbed the toy

And ran away and found the joy

While I stood in the shadows wondering why

Flying towards me, wrapped in laughter

A woman's face, a terrible taste

Of the morning after kisses and goodbyes

I can never seem to catch my footsteps

Have desires they fly away

And every day I've got to fight the plague


How can I live an hour like this

When anguish strikes me like a fist

My nakedness exposed, and I can't stand

Still I try to remember lips on lips

And hits on the hips, and ice and fire

And gloom and glow

When did they leave the man

In the river of the night I see

A face that shimmers down at me

But like a falling star burns itself out

Like a lead leaf scrapes the gravelled ground

My voice cries out, a gravelled sound

But no-one's there to hear me but the plague


Straining hard to see

Running after me

I keep pounding

Pounding on the door

But it's all so vague

When you meet the plague

And I keep coming, I keep coming back for more

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