Na antiguidade nas grandes embarcações Enquanto os navios navegavam em auto mar Homens que não tinham nome Nem se quer apareciam Estavam nos porões a remar
Todos viam a embarcação se locomover Mas o segredo nem sempre queriam contar "E qual é o segredo? " Homens que não tinham nome Nem se quer apareciam Estavam nos porões a remar
Anônimos Que seu nome nem sempre vai ao outdoor Mas passam madrugadas inteiras com a face no pó Sem microfone nem internet pra fazer divulgação
Anônimos Que clamam, choram por salvação de almas E quando o coração se turba só Deus lhe acalma Mas não perde uma madrugada em um momento de oração
Anônimos, sem nome Muitos deles não sabe nem onde eles moram Mas eles clamam, imploram E pra fazer a embarcação seguir as vezes choram Mas eles vão prosseguindo Um dia chorando o outro sorrindo E nem fazem questão de aparecer Pois eles ainda estão nos porões Com os seus remos nas mãos E vão remar nesta vida até morrer
E vão orar nesta vida
"Ah, minhas irmãs do circulo de oração Anônimas"
Compositor: Samuel Mariano da Silva (Samuel Mariano) (ABRAMUS)Editor: Lunarts Edicoes Musicais (AMAR)Publicado em 2015 (07/Ago) e lançado em 2015 (10/Jan)ECAD verificado obra #12857800 e fonograma #11500059 em 20/Abr/2024 com dados da UBEM