Nestes versos tão singelos Minha bela, meu amor Prá você quero contar O meu sofrer e a minha dor Eu sou como um sabiá Que quando canta é só tristeza Desde o galho onde ele está
Nesta viola canto e gemo de verdade Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra Num ranchinho beira-chão Todo cheio de buracos Onde a lua faz clarão Quando chega a madrugada Lá no mato a passarada Principia um barulhão
Nesta viola, canto e gemo de verdade Cada toada representa uma saudade
Lá no mato tudo é triste Desde o jeito de falar Pois o Jeca quando canta Dá vontade de chorar
E o choro que vai caindo Devagar vai-se sumindo Como as águas vão pro mar
Compositor: Angelino de Oliveira (Tasso de Oliveira) (UBC)Editores: Irmaos Vitale (SOCINPRO), Todamerica (UBC)Publicado em 2008 (18/Dez) e lançado em 2008 (29/Set)ECAD verificado obra #2361 e fonograma #1461061 em 09/Abr/2024 com dados da UBEM