Não sei Não sabe ninguém Porque canto fado Neste tom magoado De dor e de pranto
E neste tormento Todo sofrimento Que eu sinto na alma Cá dentro se acalma Nos versos que canto
Foi Deus Que deu luz aos olhos Perfumou as rosas Deu ouro ao sol E prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito Um rosário de penas Que vou desfiando E choro a cantar
Que pôs estrelas no céu E fez o espaço sem fim Deu luto às andorinhas Ai deu-me esta voz a mim
Se canto Não sei o que canto Misto de ternura Saudade, ventura E talvez de amor
Mas sei que cantando Sinto o mesmo quando Se tem um desgosto E o pranto no rosto Nos deixa melhor
Foi Deus Que deu voz ao vento Luz ao firmamento E pôs o azul nas ondas do mar
Foi Deus que me pôs no peito Um rosário de penas Que vou desfiando E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol Pôs no campo o alecrim Deu flores à primavera Ai deu-me esta voz a mim.
Compositor: Alberto Fialho Janes (SPA)Publicado em 2001 (12/Nov) e lançado em 2001 (01/Out)ECAD verificado obra #1062267 e fonograma #317491 em 27/Out/2024 com dados da UBEM