Lá no arraiá das curuja Formaro dois cumbinado O time do quebra dedo E o time do pé rapado
A bicharada reunindo Formaro logo seu quadro Nóis fumo ver esse jogo Por ser um jogo falado
A bicharada pediu Pro jogo ser irradiado A estação do lugar Brj bichado
Esprigui era o jumento Rapaz fino aperparado As quinze horas da tarde O jogo foi começado
O time do quebra dedo Tinha fama de campião Sapo jogava no gor Beque de espera o leão
Cavalo beque de avanço O arfo esquerdo o priá Viado de center arfo Arfo direito o gambá
A linha tava um perigo Na meia jogava o rato No centro jogava o tigre Na outra meia o macaco
Na esquerda jogava o bode Direita jogava o gato E pra atuar de juiz Foi convidado o lagarto
("Vai começar a peleja! ")
O tigre deu a saída Cueio foi pra tirá O tigre passou pro bode Mas quando ele foi chutá
Puxaro a barba do bode O bode foi reclamá Juiz falou que não viu Cachorro já quis brigá
A cabra, muiér do bode Xingou o juiz de ladrão Torcida do quebra dedo Fizero reclamação
A capivara e a cutia Pegaro xingá o leão Priguiça dava risada De vê o sapo de carção
Lagarto que era o juiz Na hora dele apitá Tinha engolido o apito Não pode o jogo pará
A torcida entrou no campo De pau, de faca e punhá O pau cumeu direitinho Mataro trêis no lugá
O bode ficou ferido Mataro o beque leão Rasgaro a saia da cabra Cavalo quebrou a mão
O sapo saiu correndo Jogou-se num ribeirão Pruquê na hora da briga Ele ficou sem carção
O jogo não terminou Por isso ficou empatado Agora vamos falar Do center arfo, o viado Nervoso ele dizia Entre suspiros e ais
("Que jogo bruto, meu Deus, que estupideis! Assim num jogo, num jogo, num jogo mais")
Compositor: Raul Montes Torres (Raul Torres) (UBC)Publicado em 2003 (14/Nov) e lançado em 2003 (01/Dez)ECAD verificado obra #19245 e fonograma #622597 em 01/Abr/2024 com dados da UBEM