("Vancês eu sei já conhece O veneno que as cobra têm Pois elas quando dá o bote Balança o guizo também
A cascavé traiçoeira Quando ela qué se vingá Balança o guizo contente Na hora dela pegá
A urutú é perigosa De ruim não se manifesta É cobra tão venenosa Que traz uma cruz na testa
Jaracuçu, Deus nos livre Quando ela chega a picá Deixa o siná dos seus dente E a cicatriz no lugá
Mas eu vos digo a verdade De cobra eu já fui picado De cascavé e caninana Urutú, esse marvado
De todas já me livrei Desse veneno amargura Mas tenho contra-veneno Por isso tudo se cura
Mas tem uma cobra no mato Cabocla lá do sertão Que traz o veneno nos zóio E ataca no coração
Dessa uma vez fui picado Um dia, só por mardade E hoje trago o veneno Na cicatriz da saudade")
Tá pra fazê três semana Que eu deixei o meu sertão Por um veneno dos olhos Que trago no coração
Uma cabocla do mato Essa cabocla cruel Tem mais veneno que as cobra Jaracuçú, cascavel
Essa cobra venenosa Que muito mal tem me feito Uma picada me deu Que ainda sinto no peito
Já curei todos os venenos De cobra mais perigosa Essa cabocla que existe É a cobra mais venenosa
Compositores: Joao Baptista da Silva (Joao Pacifico) (ABRAMUS), Raul Montes Torres (Raul Torres) (UBC)Editor: Universal Music Publishing Mgb Brasil Ltda (UBC)ECAD verificado obra #30444 em 01/Abr/2024 com dados da UBEM