Depois de mais de duas décadas construindo a carreira em cima de baladas ao piano, John Legend resolveu driblar as próprias expectativas. Nesta sexta-feira (23), o cantor lançou "Muse", seu décimo segundo álbum de estúdio, um trabalho inteiramente produzido e coescrito por Pharrell Williams e distribuído pela Republic Records.
São 16 faixas que o próprio artista descreve como uma virada de chave. "Meu repertório sempre foi muito diverso, mas foram as baladas ao piano que ganharam mais destaque na minha carreira. Eu quis sacudir a fórmula e fazer algo novo", afirmou Legend.
Primeira faixa de trabalho, Daylight foi apresentada ao vivo em Nashville durante um especial da CBS que abriu a temporada da NFL.
Apesar da amizade antiga, Legend e Pharrell nunca tinham assinado um álbum juntos. A faísca veio depois que o cantor participou de "Let God Sort 'Em Out", disco de retorno da dupla Clipse produzido por Pharrell: a voz de Legend na faixa "The Birds Don't Sing" convenceu o produtor a erguer um álbum inteiro em torno dela. "Quando o Pharrell me ligou, pensei: vamos fazer isso. Muita gente imaginaria que a gente já tivesse feito algo assim, mas não tínhamos. Estava mais do que na hora", contou.
Os dois se encontraram em Paris em janeiro de 2025 e gravaram no estúdio de Pharrell dentro da sede da Louis Vuitton, onde ele é diretor criativo da moda masculina. Nina Simone, Nat King Cole e Marvin Gaye serviram de referência. "A ideia do Pharrell desde o começo era criar algo com todos esses elementos clássicos e cinematográficos, uma estética de James Bond negro, mas com uma batida moderna na base", explicou o cantor.
Do James Bond negro ao gospel
A faixa-título Muse abre o disco e acompanha o relacionamento conturbado entre um homem e sua musa, do desejo à traição, tendo Paris como cenário. Segundo Legend, não há uma pessoa real por trás da história: "Criamos um personagem sobre o qual pudéssemos escrever livremente." O nome do álbum também remete às musas da mitologia grega. "Nossos ancestrais são nossas musas", disse.
O restante do repertório passeia por climas distintos. Her resgata o doo-wop e o gospel da infância do artista; Get Back, com Pharrell, leva ao extremo o clima de trilha de espião, com metais e cordas; e Bodies On The Floor, com a Clipse, usa a linguagem da guerra entre gangues para falar de um vínculo tóxico. Antes do lançamento, o público já tinha ouvido Pray For Ya, de pegada gospel, que embalou o desfile de inverno da Louis Vuitton. Confira:
"Que a música vença"
Legend admite que abrir mão do controle criativo exigiu um tipo diferente de confiança. "Gravei algumas músicas deste álbum que foram escritas inteiramente por ele, algo que eu quase nunca faço", revelou. Para o cantor, o acordo entre os dois nunca foi sobre ego: "Não é sobre ganhar a discussão. É sobre a música vencer. Toda batalha deve ser vencida pela arte."
Dono de um EGOT e de 13 Grammys, Legend chega a "Muse" depois de "My Favorite Dream" (2024). Fora da música, prepara o musical "Imitation of Life", que estreia em novembro no teatro The Shed, em Nova York, e viverá Harry Belafonte no filme "The Road Home".
Muse
Pray For Ya
Her Introduction (Instrumental)
Her
Daylight
Get Back
Are You OK?
Under The Bridge Introduction (Instrumental)
Under The Bridge
Next Time
Bodies On The Floor - Taps Intro (Instrumental)
Bodies On The Floor
Doing Me
Fireflies (Feat. Pharrell Williams)
Everything
Sail Off
São 16 faixas que o próprio artista descreve como uma virada de chave. "Meu repertório sempre foi muito diverso, mas foram as baladas ao piano que ganharam mais destaque na minha carreira. Eu quis sacudir a fórmula e fazer algo novo", afirmou Legend.
Primeira faixa de trabalho, Daylight foi apresentada ao vivo em Nashville durante um especial da CBS que abriu a temporada da NFL.
Apesar da amizade antiga, Legend e Pharrell nunca tinham assinado um álbum juntos. A faísca veio depois que o cantor participou de "Let God Sort 'Em Out", disco de retorno da dupla Clipse produzido por Pharrell: a voz de Legend na faixa "The Birds Don't Sing" convenceu o produtor a erguer um álbum inteiro em torno dela. "Quando o Pharrell me ligou, pensei: vamos fazer isso. Muita gente imaginaria que a gente já tivesse feito algo assim, mas não tínhamos. Estava mais do que na hora", contou.
Os dois se encontraram em Paris em janeiro de 2025 e gravaram no estúdio de Pharrell dentro da sede da Louis Vuitton, onde ele é diretor criativo da moda masculina. Nina Simone, Nat King Cole e Marvin Gaye serviram de referência. "A ideia do Pharrell desde o começo era criar algo com todos esses elementos clássicos e cinematográficos, uma estética de James Bond negro, mas com uma batida moderna na base", explicou o cantor.
Do James Bond negro ao gospel
A faixa-título Muse abre o disco e acompanha o relacionamento conturbado entre um homem e sua musa, do desejo à traição, tendo Paris como cenário. Segundo Legend, não há uma pessoa real por trás da história: "Criamos um personagem sobre o qual pudéssemos escrever livremente." O nome do álbum também remete às musas da mitologia grega. "Nossos ancestrais são nossas musas", disse.
O restante do repertório passeia por climas distintos. Her resgata o doo-wop e o gospel da infância do artista; Get Back, com Pharrell, leva ao extremo o clima de trilha de espião, com metais e cordas; e Bodies On The Floor, com a Clipse, usa a linguagem da guerra entre gangues para falar de um vínculo tóxico. Antes do lançamento, o público já tinha ouvido Pray For Ya, de pegada gospel, que embalou o desfile de inverno da Louis Vuitton. Confira:
"Que a música vença"
Legend admite que abrir mão do controle criativo exigiu um tipo diferente de confiança. "Gravei algumas músicas deste álbum que foram escritas inteiramente por ele, algo que eu quase nunca faço", revelou. Para o cantor, o acordo entre os dois nunca foi sobre ego: "Não é sobre ganhar a discussão. É sobre a música vencer. Toda batalha deve ser vencida pela arte."
Dono de um EGOT e de 13 Grammys, Legend chega a "Muse" depois de "My Favorite Dream" (2024). Fora da música, prepara o musical "Imitation of Life", que estreia em novembro no teatro The Shed, em Nova York, e viverá Harry Belafonte no filme "The Road Home".
Muse
Pray For Ya
Her Introduction (Instrumental)
Her
Daylight
Get Back
Are You OK?
Under The Bridge Introduction (Instrumental)
Under The Bridge
Next Time
Bodies On The Floor - Taps Intro (Instrumental)
Bodies On The Floor
Doing Me
Fireflies (Feat. Pharrell Williams)
Everything
Sail Off








