O rapper Oruam não é mais considerado foragido pela Justiça. Nesta quarta-feira (23), a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu um novo habeas corpus ao artista e suspendeu a última ordem de prisão que ainda pesava contra ele.

A decisão foi tomada por unanimidade e alcança o processo que investiga uma suposta lavagem de dinheiro em favor do Comando Vermelho. Com a suspensão desse mandado, não há mais determinação de prisão em aberto contra o cantor, cujo nome de batismo é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno.

Em nota, a defesa afirmou ter mantido a confiança na Justiça e projetou o encerramento do caso. "O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial", declarou o advogado Thiago Lemos.

Esse não foi o primeiro alívio judicial do artista em 2026. Em agosto, a 3ª Vara Criminal da Capital já havia concedido outro habeas corpus, dessa vez no processo em que Oruam e outras três pessoas respondiam por tentativa de homicídio contra dois policiais civis, entre eles o delegado Moyses Santana, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Naquele caso, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que não havia elementos suficientes para sustentar a acusação nem para comprovar que o rapper teria arremessado uma pedra de 4,85 kg contra os agentes. Para a magistrada, não foi possível demonstrar que o artista assumiu o risco de matar os policiais, e a acusação de tentativa de homicídio acabou desclassificada, o que levou o caso a uma vara criminal comum.

A confusão que originou o processo aconteceu em julho de 2025, quando o cantor e um grupo de amigos teriam tentado impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico. O episódio marcou o início de uma sequência de desdobramentos judiciais que acompanharam a carreira do rapper no último ano, como quando Filipe Ret pediu a liberdade do amigo durante seu show no The Town.

Mesmo sem ordens de prisão pendentes, Oruam ainda responde na Justiça por ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.

O caso ganhou dimensão internacional no fim do ano passado, quando Drake chegou a dizer que estava "orando" pelo rapper brasileiro em uma troca de mensagens que repercutiu entre os fãs.