Céline Dion revelou que os sintomas da síndrome da pessoa rígida a acompanharam por 17 anos antes de o problema ser finalmente identificado. A informação veio à tona em entrevista de capa da revista "Harper's BAZAAR", publicada nesta terça-feira (18).
(Foto: Deanna Marti)
A cantora canadense, de 58 anos, só recebeu o diagnóstico oficial da condição neurológica em agosto de 2022 e tornou o caso público em dezembro daquele ano. Pelo relato, foram quase duas décadas até que ela compreendesse a origem das crises.
À publicação, a artista contou que a dor chegava a ser tão intensa a ponto de impedi-la de caminhar. Para conseguir seguir com a rotina, precisava recorrer a altas doses de Valium apenas para "funcionar".
A intérprete prefere não classificar o quadro como doença. "É uma condição progressiva. Não gosto de dizer 'doença'", afirmou à "Harper's BAZAAR", enrugando o nariz durante a conversa em referência ao peso da palavra.
A síndrome da pessoa rígida é uma enfermidade neurológica rara, que atinge cerca de uma em cada milhão de pessoas. Entre os sintomas estão rigidez muscular extrema, dor debilitante, ansiedade crônica e espasmos capazes de deslocar articulações e até quebrar ossos.
Em outro momento, a cantora relembrou como os três filhos, René-Charles, de 25 anos, e os gêmeos Nelson e Eddy, de 15, a motivaram a resistir. Ela perdeu o marido, o empresário René Angélil, vítima de câncer em 2016.
"Eu mal conseguia andar em um dado momento, e sentia muita falta de viver. Meus filhos começaram a notar", contou. "Eu pensei: 'Ok, eles já perderam um dos pais. Não quero que fiquem com medo.'"
"Eu deixei claro para eles: 'Vocês perderam o pai de vocês, mas a mamãe tem uma condição, e é diferente. Eu não vou morrer. É algo com que vou aprender a conviver'", completou a intérprete de "My Heart Will Go On".
O relato reforça a trajetória de recuperação da cantora, que voltou aos palcos após anos afastada. A saga foi registrada no documentário "I Am: Céline Dion", lançado pelo Prime Video em junho de 2024. Mesmo em tratamento, ela seguiu ativa e, em julho, lançou o single "Bonjour, Pardon, Merci".
Sua reaparição mais marcante aconteceu na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em julho de 2024, quando cantou "Hymne a L'Amour" na base da Torre Eiffel. Em novembro, também se apresentou em um desfile da grife Elie Saab, em Riade.
A própria história de infância da artista virou tema de uma série de TV confirmada neste ano. Agora, ela prepara uma temporada de shows em Paris, um retorno aguardado depois de cancelar apresentações entre 2021 e 2022 por causa da saúde.
"Faz tanto tempo, eu gostaria de oferecer [aos fãs] algo para mostrar o quanto senti falta deles", disse. Sobre a volta, resumiu o momento atual: "Estou muito feliz. Estou muito pronta para isso. Estou me sentindo bem, forte. Estou animada."
(Foto: Deanna Marti)
A cantora canadense, de 58 anos, só recebeu o diagnóstico oficial da condição neurológica em agosto de 2022 e tornou o caso público em dezembro daquele ano. Pelo relato, foram quase duas décadas até que ela compreendesse a origem das crises.
À publicação, a artista contou que a dor chegava a ser tão intensa a ponto de impedi-la de caminhar. Para conseguir seguir com a rotina, precisava recorrer a altas doses de Valium apenas para "funcionar".
A intérprete prefere não classificar o quadro como doença. "É uma condição progressiva. Não gosto de dizer 'doença'", afirmou à "Harper's BAZAAR", enrugando o nariz durante a conversa em referência ao peso da palavra.
A síndrome da pessoa rígida é uma enfermidade neurológica rara, que atinge cerca de uma em cada milhão de pessoas. Entre os sintomas estão rigidez muscular extrema, dor debilitante, ansiedade crônica e espasmos capazes de deslocar articulações e até quebrar ossos.
Em outro momento, a cantora relembrou como os três filhos, René-Charles, de 25 anos, e os gêmeos Nelson e Eddy, de 15, a motivaram a resistir. Ela perdeu o marido, o empresário René Angélil, vítima de câncer em 2016.
"Eu mal conseguia andar em um dado momento, e sentia muita falta de viver. Meus filhos começaram a notar", contou. "Eu pensei: 'Ok, eles já perderam um dos pais. Não quero que fiquem com medo.'"
"Eu deixei claro para eles: 'Vocês perderam o pai de vocês, mas a mamãe tem uma condição, e é diferente. Eu não vou morrer. É algo com que vou aprender a conviver'", completou a intérprete de "My Heart Will Go On".
O relato reforça a trajetória de recuperação da cantora, que voltou aos palcos após anos afastada. A saga foi registrada no documentário "I Am: Céline Dion", lançado pelo Prime Video em junho de 2024. Mesmo em tratamento, ela seguiu ativa e, em julho, lançou o single "Bonjour, Pardon, Merci".
Sua reaparição mais marcante aconteceu na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em julho de 2024, quando cantou "Hymne a L'Amour" na base da Torre Eiffel. Em novembro, também se apresentou em um desfile da grife Elie Saab, em Riade.
A própria história de infância da artista virou tema de uma série de TV confirmada neste ano. Agora, ela prepara uma temporada de shows em Paris, um retorno aguardado depois de cancelar apresentações entre 2021 e 2022 por causa da saúde.
"Faz tanto tempo, eu gostaria de oferecer [aos fãs] algo para mostrar o quanto senti falta deles", disse. Sobre a volta, resumiu o momento atual: "Estou muito feliz. Estou muito pronta para isso. Estou me sentindo bem, forte. Estou animada."








