Depois de sete anos sem repertório inédito, Pitty colocou data para virar essa página: no dia 16 de outubro chega o disco homônimo da cantora. Numa carreira de mais de duas décadas, é a primeira vez que ela batiza um álbum com o próprio nome. (crédito foto: Jorge Daux)

O trabalho é o sexto álbum solo de estúdio da baiana e o primeiro com faixas inéditas desde "Matriz", de 2019. O anúncio veio por um vídeo-manifesto que apresenta a nova fase da artista, encerrando meses de pistas espalhadas nas redes.

"Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo", afirmou a cantora.



Um disco que "se impôs"

As primeiras músicas nasceram no fim de 2025, durante o período em que ela reduziu a rotina profissional. No começo daquele ano, anunciou uma pausa nos shows, retratada quando lançou o curta "Pausa", em abril.

O recuo não a afastou de vez dos palcos: passou pelo The Town, em setembro, e pela despedida do Planet Hemp, em novembro.

"Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum. Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando. Me abri totalmente para aquilo que estava acontecendo. Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele", contou.

O projeto foi apelidado de "P6" no início de 2026, quando ela resumiu em quatro palavras o que buscava: "pesado, dançante, sexy, raivoso". Em abril, no podcast "Mano a Mano", de Mano Brown e Semayat Oliveira, confirmou que o álbum estava a caminho.

Da "Matriz" ao novo capítulo

Lançado em 2019, "Matriz" aproximou o rock da cantora de referências musicais da Bahia. Desde então, ela emplacou o EP colaborativo "Casulo", parcerias com Nando Reis e as celebrações dos 20 anos de "Admirável Chip Novo", que incluíram o álbum de releituras "Admirável Chip Novo (Re)Ativado".

Hinos como "Admirável Chip Novo" e "Teto de Vidro" ajudaram a firmar o nome dela como um dos maiores do rock brasileiro das últimas décadas, base de onde ela parte agora para o capítulo mais pessoal da discografia.