Paris Jackson, de 28 anos, abriu um capítulo pouco conhecido da própria infância e mostrou que a vida no rancho Neverland tinha muito mais regras do que magia. Por trás do parque de diversões, do zoológico e da ferrovia particular, a filha de Michael Jackson diz ter crescido sob uma rotina de estudos que não abria exceção nem em viagens.
(Foto: @travelertrippy / Reprodução Instagram Paris Jackson)

Em conversa no podcast "Call Her Daddy", apresentado por Alex Cooper, a cantora contou que passou apenas os primeiros anos de vida na propriedade da Califórnia, hoje rebatizada de Sycamore Valley Ranch, ao lado dos irmãos Prince, de 29 anos, e Bigi, de 24. Educada em casa, ela acordava e seguia direto para a sala que funcionava como escola.

O acesso ao lazer, segundo Paris, dependia do desempenho nos deveres. "[Falavam] 'Se você se sair bem e fizer as tarefas e as obrigações, então você pode ver os animais, assistir a filmes e passear'", relatou.

A televisão era o ponto mais restrito da casa, uma regra que valia até mesmo quando a família estava hospedada em hotéis. "Não tínhamos permissão para assistir televisão ou filmes, a menos que estivéssemos estudando para uma prova, com o som desligado, ou nos fins de semana, se tivéssemos feito tudo o que deveríamos", contou.

O ponto que mais marcou a cantora, porém, foi entender que o cenário de conto de fadas ao redor não pertencia aos filhos do artista. "Deixaram bem claro que todas aquelas atrações não eram para nós, eram para crianças carentes ou doentes que não podiam ir à Disney", afirmou.

Se as regras eram rígidas, a trilha sonora da casa era constante. Paris lembra que cresceu ouvindo de tudo, dos The Beatles aos clássicos de Tchaikovsky. "Fui cercada por música, com Beatles, música clássica, Tchaikovsky. Havia música ao redor o tempo todo", disse. Anos depois, esse ambiente virou vocação, e ela seguiu a carreira de cantora com faixas como "let down".



Apesar da distância imposta pela fama, Paris descreve o pai em tom afetuoso e acredita que ele aprovaria seus caminhos. "Não gosto de falar por outras pessoas, mas acho que ele gostaria de me ver feliz, então ficaria satisfeito", ponderou. "Ele era um cara muito legal, meu melhor amigo."

Morto em 2009, Michael Jackson deixou um catálogo que atravessa gerações, de hinos como "Heal The World" a sucessos que ainda embalam quem descobre o Rei do Pop hoje.