Luísa Sonza não pretende se abalar com quem torce contra. Meses depois de ser vaiada no Lollapalooza, ao aparecer no telão durante o show de Sabrina Carpenter, a cantora afirmou que sobe ao Palco Mundo do Rock in Rio preparada até para os haters. "Sei muito bem o que fazer", garantiu em entrevista ao G1.
(Foto: Reprodução Instagram / Luisa Sonza)

A apresentação acontece em 7 de setembro e promete ser bem diferente do pop que a consagrou. Ao lado de Roberto Menescal, ela leva ao festival o projeto "Bossa Sempre Nova", lançado em janeiro com releituras de clássicos da MPB.

Para Sonza, será um passo fora da zona de conforto, longe do repertório que domina os palcos.

"Será algo diferente de qualquer coisa que eu já tenha feito em qualquer lugar. Eu trabalho com um setlist que trabalha num lugar seguro. Geralmente faço show pop, onde o público é muito 'safe' e está ali para me ver. Mas sinto que vai ser algo histórico", afirmou.

Sobre as vaias no Lollapalooza

A menção aos haters não é à toa. Na última passagem por um festival brasileiro, no Lollapalooza deste ano, a cantora foi recebida com vaias ao aparecer no telão durante o show de Sabrina Carpenter, que a "prendeu" numa brincadeira de palco.

No Autódromo de Interlagos, parte do público reagiu mal à participação. No Rock in Rio, ela abrirá uma noite que ainda terá Jon Batiste, Gilberto Gil e Elton John.

Questionada sobre encarar até quem não a apoia, a artista relembrou o início da carreira, quando cantava em casamentos misturando gêneros diferentes.

"Sei dessas diferenças de público e de repertório. Modéstia à parte, eu sei muito bem o que fazer, faço isso desde os sete anos e sei puxar o público para onde eu quiser", declarou.

Ela também fez questão de tirar o foco de si e colocá-lo na parceria com o veterano da bossa nova.

"Este show não está focado no 'eu sei o que estou fazendo', mas em existir algo maior do que eu no momento: o Roberto Menescal, a banda dele e o respeito que tenho pela Bossa Nova. Isso é maior do que a Luísa Sonza em si", completou.

Durante a conversa, Sonza defendeu sua visão sobre o futuro da música. Para ela, a inteligência artificial retira a sinceridade dos trabalhos, e artistas com várias facetas tendem a ser cada vez mais valorizados pelo público.

"Aos poucos, talvez não agora ou não neste show, as pessoas vão entender o óbvio: a música não tem caixa", disse.

A cantora ainda rebateu um rótulo que a persegue há anos.

"Por muito tempo, pela falta de entendimento ou de interesse das pessoas, fui confundida com uma pessoa que 'faz de tudo um pouco, então não faz nada'. Acho que só sou uma pessoa extremamente sincera com o que acredito sobre a música e sobre a experiência humana", concluiu.