O Rio Grande do Sul se despediu de um de seus maiores símbolos. Bagre Fagundes morreu neste domingo (2), aos 86 anos, em Porto Alegre, onde estava internado desde maio. Músico, compositor e folclorista, ele ajudou a eternizar algumas das canções mais representativas do tradicionalismo gaúcho.
(Foto: Rafael Roso Berlezi / Reprodução)
Ao lado do irmão Nico Fagundes, assinou "Canto Alegretense", composição que se tornou um verdadeiro hino da identidade gaúcha e levou seu nome para muito além das fronteiras do Estado.
A dupla de irmãos também criou "Origens", canção que embalou por quase 40 anos a abertura do programa Galpão Crioulo, da RBS TV, e reforçou o peso da família na cultura do Sul.
Uma trajetória muito além dos palcos
Nascido Euclides Fagundes Filho em 3 de outubro de 1939, em Uruguaiana, ele adotou ainda na adolescência o apelido que carregaria pela vida. Criado em Alegrete, cedo se ligou à música regional e transformou a paixão pela gaita em uma carreira de décadas.
Formado em direito, Bagre também foi advogado, vereador em Alegrete, colunista, árbitro e jogador de futebol, além de presidir o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Em 2001, reuniu os filhos Ernesto, Neto e Paulinho e fundou o grupo Os Fagundes.
Pelo conjunto da obra, recebeu em 2025 a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Governo Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura brasileira.
Homenagens de um Estado inteiro
A morte mobilizou autoridades, músicos e entidades tradicionalistas. O governador Eduardo Leite afirmou que o artista deixa uma contribuição "inestimável para a identidade e a memória do Estado". Torcedor declarado do Internacional, Bagre também foi lembrado pelo clube colorado.
O grupo Os Serranos, autor de uma das versões mais conhecidas de "Canto Alegretense", declarou que seu legado seguirá vivo "em cada acorde, em cada verso e em cada gaúcho que seguir cantando nossa identidade".
A perda se soma a outras despedidas recentes da música do Sul, como a do tecladista João Vicenti, do Nenhum de Nós.
Casado por mais de 60 anos com Marlene Vilaverde, Bagre Fagundes deixa quatro filhos e um legado que ajudou a preservar costumes e a levar a identidade gaúcha para além do Rio Grande do Sul. O velório acontece nesta segunda-feira (3), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, aberto ao público.
(Foto: Rafael Roso Berlezi / Reprodução)
Ao lado do irmão Nico Fagundes, assinou "Canto Alegretense", composição que se tornou um verdadeiro hino da identidade gaúcha e levou seu nome para muito além das fronteiras do Estado.
A dupla de irmãos também criou "Origens", canção que embalou por quase 40 anos a abertura do programa Galpão Crioulo, da RBS TV, e reforçou o peso da família na cultura do Sul.
Uma trajetória muito além dos palcos
Nascido Euclides Fagundes Filho em 3 de outubro de 1939, em Uruguaiana, ele adotou ainda na adolescência o apelido que carregaria pela vida. Criado em Alegrete, cedo se ligou à música regional e transformou a paixão pela gaita em uma carreira de décadas.
Formado em direito, Bagre também foi advogado, vereador em Alegrete, colunista, árbitro e jogador de futebol, além de presidir o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Em 2001, reuniu os filhos Ernesto, Neto e Paulinho e fundou o grupo Os Fagundes.
Pelo conjunto da obra, recebeu em 2025 a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Governo Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura brasileira.
Homenagens de um Estado inteiro
A morte mobilizou autoridades, músicos e entidades tradicionalistas. O governador Eduardo Leite afirmou que o artista deixa uma contribuição "inestimável para a identidade e a memória do Estado". Torcedor declarado do Internacional, Bagre também foi lembrado pelo clube colorado.
O grupo Os Serranos, autor de uma das versões mais conhecidas de "Canto Alegretense", declarou que seu legado seguirá vivo "em cada acorde, em cada verso e em cada gaúcho que seguir cantando nossa identidade".
A perda se soma a outras despedidas recentes da música do Sul, como a do tecladista João Vicenti, do Nenhum de Nós.
Casado por mais de 60 anos com Marlene Vilaverde, Bagre Fagundes deixa quatro filhos e um legado que ajudou a preservar costumes e a levar a identidade gaúcha para além do Rio Grande do Sul. O velório acontece nesta segunda-feira (3), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, aberto ao público.








