Com uma carreira que atravessa mais de uma década, Lana Del Rey construiu um universo sonoro inconfundível, marcado pela melancolia cinematográfica, referências à América dos anos 1950 e 60 e uma voz que transita entre o sussurro e o épico.

Para quem quer mergulhar nesse mundo — ou revisitar seus maiores clássicos —, confira abaixo dez grandes sucessos da artista:

1. "Summertime Sadness"

Lançada em 2012 no álbum "Born To Die", "Summertime Sadness" é, até hoje, a música mais ouvida de Lana Del Rey no Spotify, com mais de 1,5 bilhão de streams. A faixa sintetiza com perfeição a estética da artista: cordas cinematográficas, progressão vocal intensa e uma letra que romantiza a tristeza e o fim do verão.

O remix do DJ Cedric Gervais, vencedor do Grammy de 2014 na categoria Melhor Remixagem Gravada, catapultou a canção para as paradas mundiais e apresentou Lana a um público ainda maior.



2. "Young and Beautiful"

Composta especialmente para a trilha sonora do filme "O Grande Gatsby" (2013), "Young And Beautiful" é uma das baladas mais emocionalmente devastadoras da carreira de Lana. A música questiona se o amor sobrevive ao envelhecimento e à passagem do tempo — temas que ressoaram profundamente no público mundial. Sua performance vocal aqui é considerada por críticos e fãs como uma das melhores de toda a sua discografia.



3. "Video Games"

"Video Games" foi o single que lançou Lana Del Rey ao estrelato mundial em 2011. Gravada em casa com uma câmera simples e postada no YouTube, a música e seu clipe improvisado viralizaram e criaram uma nova estética no indie pop — intimista, nostálgica e carregada de referências americanas. A faixa é frequentemente citada como uma das melhores músicas da década de 2010.



4. "Born To Die"

A faixa-título do disco de estreia estabeleceu os pilares do som de Lana Del Rey: produção orquestral grandiosa, letras que abordam o amor proibido e uma presença vocal hipnótica. "Born To Die" é um dos cartões de visita mais reconhecíveis da artista, com clipe filmado no Salão dos Espelhos do Palácio de Fontainebleau, na França, que reforçou sua identidade visual barroca.



5. "Ride"

Lançada em 2012, "Ride" é muito mais do que uma música: é um manifesto sobre liberdade e solidão. Acompanhada de um curta-metragem de quase dez minutos dirigido por Anthony Mandler, a faixa reforçou a habilidade de Lana de criar narrativas cinematográficas completas. O monólogo que abre o vídeo se tornou um dos momentos mais icônicos de toda a sua carreira.



6. "Doin' Time"

Um desvio fascinante dentro da discografia de Lana, "Doin' Time" é uma reinterpretação da canção do Sublime, lançada em 2019 no álbum "Norman Fucking Rockwell!". Com arranjos inspirados no reggae e no surf rock dos anos 90, a faixa revelou uma faceta mais descontraída e irônica da artista, conquistando novos ouvintes sem perder a essência melancólica que a define. O clipe de ficção científica dirigido por Rich Lee é um dos mais visualmente marcantes de sua carreira.



7. "Dark Paradise"

Presente no álbum "Born To Die" (2012), "Dark Paradise" é uma das faixas mais sombrias e sensuais da artista. A letra narra o desejo de reunião com um amado falecido — um luto transformado em obsessão —, explorado sobre uma produção etérea e envolvente. A canção demonstra a capacidade de Lana de transformar temas pesados em experiências de beleza perturbadora.



8. "Lust for Life"

"Lust For Life (Feat. The Weeknd)", parceria com The Weeknd, marcou uma virada na trajetória de Lana Del Rey: mais esperançosa e aberta do que seus trabalhos anteriores. Lançada em 2017, a faixa foi usada em diversas trilhas sonoras e campanhas publicitárias, ampliando seu alcance muito além do público habitual. A colaboração entre as duas vozes únicas gerou uma química sonora rara e um dos picos de popularidade da carreira da artista.



9. "Norman Fucking Rockwell"

A faixa-título do álbum considerado o auge artístico de Lana Del Rey combina ironia e ternura em medidas perfeitas. "Norman Fucking Rockwell" retrata um relacionamento com um homem egocêntrico com sarcasmo velado e delicadeza, sobre uma base de rock barroco que referencia o soft rock californiano dos anos 70. O disco de mesmo nome foi eleito o melhor de 2019 por diversas publicações especializadas.



10. "Blue Jeans"

"Blue Jeans" fecha esta lista como uma das faixas que melhor representam o início da jornada de Lana. Lançada originalmente em 2011 e incorporada ao álbum "Born To Die" em 2012, a canção combina guitarras surf com letras sobre devoção incondicional e permanência do amor. Com uma das produções mais minimalistas de sua discografia inicial, "Blue Jeans" ainda hoje é considerada uma das joias de sua carreira.


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