A organização judaica Cidi realizou um ato contra o rapper, exibindo em cartazes declarações antissemitas feitas por ele nos últimos anos.
"Sei que seus fãs provavelmente estão vindo pela música, mas não podemos ignorar o ódio aos judeus que ele disseminou amplamente no passado", disse a diretora da Cidi. O grupo chegou a pedir o cancelamento da apresentação, mas sem sucesso.
Do lado de dentro, os fãs fizeram questão de separar a arte do artista. "Não concordo com tudo o que ele disse, é realmente polêmico. Mas, para mim, eu me concentro na música", declarou um estudante belga à AFP.
Vetos na Europa
A Holanda é um dos poucos países europeus que ainda receberam o rapper. Kanye West acumula cancelamentos no Reino Unido — onde teve a entrada negada em abril —, além de França, Polônia, Itália e Suíça.
As polêmicas incluem falas antissemitas, a música "Heil Hitler" e a venda de camisas com suástica em seu site.
O artista atribui as declarações do passado a um transtorno bipolar não tratado e pediu desculpas publicamente. Antes da Holanda, ele se apresentou na Turquia em 30 de maio.
Veja um vídeo da performance do rapper na Holanda a seguir:
Millions of young people across Europe are currently experiencing the connection; the shared joy; the inspiration of a hard-working artist at the top of his game and feeling the transcendental elation of live music courtesy of @kanyewest
— Bev Turner (@beverleyturner) June 7, 2026
.......But not the British youth.… pic.twitter.com/Vuiuvb7kEb
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