A 52ª edição do American Music Awards, realizada na noite de segunda-feira (25) no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, terminou com um placar inesperado para quem chegou favorito. Taylor Swift entrou na disputa como a artista mais indicada da noite, com oito categorias no currículo, e saiu sem encostar em um único troféu, fenômeno que a Vagalume já havia antecipado como provável na véspera do prêmio.
(Foto: Mert Alas & Marcus Piggott)

O detalhe que torna o resultado ainda mais simbólico é que Swift é, isolada, a maior vencedora da história do AMA, com 40 estatuetas acumuladas ao longo da carreira, marca que deixa o segundo colocado, Michael Jackson, com 24 conquistas, a uma distância confortável.

Em 2026, no entanto, a noite pertenceu a outros nomes: BTS, KATSEYE, HUNTR/X, Bruno Mars, Cardi B, Sombr e Sabrina Carpenter empataram com três prêmios cada.

O grupo sul-coreano BTS foi o grande nome da cerimônia, levou Artista do Ano e abriu a transmissão, com performance de "Hooligan", música que também faturou o prêmio de Canção do Verão (Song of the Summer).

A vitória reforçou a tendência da edição: três dos sete artistas que mais ganharam na noite foram grupos, número incomum em premiações recentes, em que o domínio costuma ser de artistas solo, como mostramos na cobertura completa de vencedores.



Taylor Swift não foi a única gigante a sair de mãos abanando. Olivia Dean, recém-coroada Artista Revelação no Grammy de fevereiro, tinha sete indicações e zerou. Alex Warren e Lady Gaga chegaram com seis cada e também não levaram nada.

Dean tem motivos para relativizar, já que segue cotada para concorrer a Álbum, Gravação e Canção do Ano no Grammy de 2027, mas o resultado em Las Vegas chamou atenção justamente porque a cantora era considerada favorita em mais de uma categoria.

A maior surpresa da noite veio na disputa de Artista Revelação. O quinteto KATSEYE bateu justamente Olivia Dean, além de Alex Warren, Sombr e Leon Thomas, todos os concorrentes que já haviam perdido para Dean no Grammy quatro meses antes.

Para fechar o ciclo de zebras, Sombr levou Melhor Álbum de Rock/Alternativo com "I Barely Know Her", disco que parou no número 10 da Billboard 200 e ficou à frente de trabalhos que chegaram ao topo, como "Even in Arcadia", do Sleep Token, "Breach", do Twenty One Pilots, e "With Heaven on Top", de Zach Bryan. O cantor também faturou Melhor Canção de Rock/Alternativo por "back to friends".



Outra virada inesperada aconteceu em Turnê do Ano, categoria sem recorte de gênero. Shakira levou o prêmio passando por cima de turnês de peso como as de Beyoncé, Kendrick Lamar e SZA, Lady Gaga e Oasis. No mesmo movimento, a sul-africana Tyla ganhou Canção Social do Ano por "CHANEL", batendo concorrentes como Pink Pantheress, Role Model e Zara Larsson.



No country, a zebra da noite foi Morgan Wallen. O cantor levou Melhor Artista Masculino de Country pela segunda vez em três anos, mas viu mais uma vez o prêmio de Melhor Álbum de Country escapar, agora para "Cloud 9", de Megan Moroney.

Wallen, autor do best-seller "I'm the Problem" e maior vendedor de álbuns de country da década, segue sem nunca ter vencido nessa categoria, situação que destoa do histórico de antecessores como Kenny Rogers e Garth Brooks, que acumularam cinco e quatro troféus, respectivamente, no mesmo recorte.