Há artistas que definem uma época — Lauryn Hill é um deles. Nesta terça-feira (26), ela completa 51 anos como uma das artistas mais reverenciadas da sua geração.

Seja à frente dos Fugees ou em carreira solo, ela ajudou a redefinir o que o hip-hop, o R&B e o soul poderiam expressar. Para guiar sua escuta pelo melhor dessa trajetória, reunimos as 10 músicas indispensáveis para entender o que faz de Lauryn Hill uma das vozes mais importantes dos últimos 30 anos.

Confira a seguir:

1. "Killing Me Softly With His Song"



A mais tocada dos Fugees é também um dos maiores exemplos de como um cover pode igualar o original no imaginário popular. A versão do clássico de Roberta Flack ganhou uma nova camada com o vocal de Lauryn Hill e a produção de Wyclef Jean, tornando-se um hino global do hip-hop soul em 1996 — e a música que projetou o grupo para o mundo.

2. "Ex-Factor"



Talvez a faixa mais emocionalmente devastadora da carreira solo de Lauryn, "Ex-Factor" é uma meditação sobre amor e perda que transcende gêneros. Construída sobre uma amostra de "Will You Love Me Tomorrow", a música captura a complexidade de um relacionamento em colapso com uma honestidade que poucos artistas conseguem alcançar.

3. "Ready Or Not"



Baseada em amostras do grupo The Delfonics e de Enya, "Ready Or Not" consolidou os Fugees como uma força inventiva no rap dos anos 1990. O refrão cantado por Lauryn contrasta com os versos de Wyclef e Pras, criando uma tensão sonora que ainda ressoa décadas depois.

4. "Everything Is Everything"



Produzida com a colaboração de um jovem John Legend ao piano, "Everything Is Everything" é uma declaração de fé e resistência. O clipe gravado num vinil gigante no meio de Nova York se tornou um ícone visual dos anos 1990, simbolizando o momento em que Lauryn Hill redefiniu o que o hip-hop feminino poderia ser.

5. "Fu-Gee-La"



Com "Fu-Gee-La", os Fugees criaram um dos hinos do hip-hop alternativo dos anos 1990. A música combina amostras do reggae de Toots and the Maytals com versos que misturam vivências da diáspora haitiana e da periferia americana. Foi o primeiro grande hit do grupo e abriu caminho para o sucesso massivo de "The Score".

6. "To Zion (feat. Carlos Santana)"



Uma das canções mais pessoais de Lauryn Hill, "To Zion" foi escrita para seu filho durante a gravidez. A parceria com Carlos Santana na guitarra eleva a música a um nível espiritual único, mesclando gospel, R&B e rock.

7. "Lost Ones"


Abrindo "The Miseducation of Lauryn Hill" com intensidade total, "Lost Ones" é um reggae dançante que esconde versos cortantes sobre lealdade e ambição. Uma das músicas mais diretas e politicamente carregadas de sua discografia solo.

8. "No Woman, No Cry"



A versão dos Fugees para o clássico de Bob Marley é um dos mais belos registros do grupo. Gravada durante o show que originou o álbum "Refugee Camp Live", a releitura coloca em primeiro plano o timbre único de Lauryn Hill, que aqui soa como uma oração.

9. "I Gotta Find Peace of Mind"



Gravada ao vivo no MTV Unplugged 2.0, "I Gotta Find Peace of Mind" é uma das músicas mais cruas e honestas que Lauryn Hill já apresentou ao público. Sem arranjos elaborados — só voz e violão —, a faixa expõe a busca por equilíbrio espiritual de uma artista que ainda nos 20 anos já carregava o peso de ser chamada de gênio.

10. "Doo-Wop (That Thing)"



Primeiro single solo de Lauryn Hill, "Doo-Wop (That Thing)" chegou ao número 1 da Billboard Hot 100 em sua estreia — tornando-a a primeira mulher a atingir essa posição com um debut de single. O clipe, que mostrava duas versões de Lauryn em eras distintas, foi um manifesto contra a exploração da mulher negra tanto pelo machismo quanto pela hipocrisia da indústria. Uma obra-prima completa, de produção, letra e mensagem.