Quatro dias antes de Shakira subir ao palco na Praia de Copacabana, o Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu não patrocinar o show da cantora colombiana, marcado para o próximo sábado (2 de maio), dentro do projeto Todo Mundo no Rio.
A decisão foi comunicada na tarde desta terça-feira (28) em reunião entre a produtora Bonus Track Entretenimento e o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman. A negativa provocou turbulência imediata nos bastidores e custou o cargo de um alto funcionário do estado.
O governador em exercício, Ricardo Couto, justificou a recusa com a "grave crise fiscal" que assola o estado do Rio. Nos dois anos anteriores, o Palácio Guanabara havia bancado os grandes shows internacionais em Copacabana: foram R$ 10 milhões para o espetáculo de Madonna em 2024 e R$ 15 milhões para o de Lady Gaga em 2025. Desta vez, porém, a carteira ficou fechada.
A recusa gerou desgaste imediato. Na noite de terça-feira (27), o subsecretário estadual de Grandes Eventos, Rodrigo Castro, pediu exoneração do cargo que ocupava desde 2020. "Respeito a decisão do governador interino, mas entendo que os grandes eventos representam um impacto econômico e turístico gigantesco para o estado, além de gerarem milhares de empregos", declarou Castro ao se despedir.
A Prefeitura do Rio, que já havia comprometido R$ 15 milhões com o evento, anunciou um reforço de R$ 5 milhões, elevando seu aporte para R$ 20 milhões. O prefeito Eduardo Cavaliere foi além: elogiou publicamente a decisão estadual e afirmou que o financiamento de shows desse porte é responsabilidade municipal, não estadual. O ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do estado, endossou a posição: "Fez muito bem o governador interino. Isso não é papel de governador e sim de prefeito."
Apesar de não colocar dinheiro no evento, o governo estadual garantiu a operação de segurança: serão mobilizados 5.692 agentes, com monitoramento em tempo real, reconhecimento facial, torres de observação e viaturas com câmeras embarcadas. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Cedae também estarão presentes, com pontos de hidratação distribuídos ao longo da orla.
O show de Shakira faz parte da estratégia da Prefeitura do Rio de consolidar Copacabana como palco dos maiores eventos internacionais do planeta — seguindo a trilha aberta por Madonna e Lady Gaga nos dois anos anteriores.
A decisão foi comunicada na tarde desta terça-feira (28) em reunião entre a produtora Bonus Track Entretenimento e o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman. A negativa provocou turbulência imediata nos bastidores e custou o cargo de um alto funcionário do estado.
O governador em exercício, Ricardo Couto, justificou a recusa com a "grave crise fiscal" que assola o estado do Rio. Nos dois anos anteriores, o Palácio Guanabara havia bancado os grandes shows internacionais em Copacabana: foram R$ 10 milhões para o espetáculo de Madonna em 2024 e R$ 15 milhões para o de Lady Gaga em 2025. Desta vez, porém, a carteira ficou fechada.
A recusa gerou desgaste imediato. Na noite de terça-feira (27), o subsecretário estadual de Grandes Eventos, Rodrigo Castro, pediu exoneração do cargo que ocupava desde 2020. "Respeito a decisão do governador interino, mas entendo que os grandes eventos representam um impacto econômico e turístico gigantesco para o estado, além de gerarem milhares de empregos", declarou Castro ao se despedir.
A Prefeitura do Rio, que já havia comprometido R$ 15 milhões com o evento, anunciou um reforço de R$ 5 milhões, elevando seu aporte para R$ 20 milhões. O prefeito Eduardo Cavaliere foi além: elogiou publicamente a decisão estadual e afirmou que o financiamento de shows desse porte é responsabilidade municipal, não estadual. O ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do estado, endossou a posição: "Fez muito bem o governador interino. Isso não é papel de governador e sim de prefeito."
Apesar de não colocar dinheiro no evento, o governo estadual garantiu a operação de segurança: serão mobilizados 5.692 agentes, com monitoramento em tempo real, reconhecimento facial, torres de observação e viaturas com câmeras embarcadas. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Cedae também estarão presentes, com pontos de hidratação distribuídos ao longo da orla.
O show de Shakira faz parte da estratégia da Prefeitura do Rio de consolidar Copacabana como palco dos maiores eventos internacionais do planeta — seguindo a trilha aberta por Madonna e Lady Gaga nos dois anos anteriores.








