Chris Brown está tentando garantir que o júri do julgamento sobre um ataque de cachorro não fique sabendo de sua histórica agressão à cantora Rihanna em 2009.

Os advogados do cantor protocolaram uma moção pedindo que o juiz exclua qualquer referência a episódios de violência doméstica do processo, alegando que as informações são "irrelevantes e indevidamente prejudiciais".

O caso tem como autora Maria Avila, ex-empregada doméstica de Brown, que processa o cantor pedindo US$ 90 milhões em indenização. Segundo os documentos judiciais, ela estava tirando o lixo na mansão de Chris em Tarzana, área de Los Angeles, em 2020, quando foi brutalmente atacada por Hades — um mastim napolitano de quase 90 kg pertencente ao cantor.

A mulher alega que Brown testemunhou o ataque e fugiu com o cão, deixando-a "sozinha e sangrando profusamente". As sequelas são graves e permanentes: desfiguramento facial, cicatrizes, perda de visão e danos nos nervos.

A defesa de Chris Brown argumenta que qualquer menção à violência doméstica, "especialmente aquelas ocorridas há mais de uma década e sem conexão com o incidente em questão, é imprópria, irrelevante e indevidamente prejudicial." O cantor também nega ter agido de forma errada no caso do cachorro e sustenta que a própria funcionária teria provocado o animal.

Por outro lado, a advogada de Maria Avila se opôs à moção. Em sua resposta, ela argumenta que as evidências de atos anteriores podem se tornar admissíveis para fins de impugnação caso a defesa retrate Chris Brown como uma pessoa não violenta no tribunal. Ou seja: se o cantor tentar construir uma imagem de homem tranquilo perante o júri, o histórico com Rihanna pode entrar em cena.

O episódio que Chris Brown quer apagar aconteceu na madrugada do Grammy de 2009. Após uma discussão, ele agrediu Rihanna enquanto os dois estavam dentro de um carro. Brown se declarou culpado de agressão grave e cumpriu pena de serviço comunitário. O incidente marcou definitivamente a carreira de ambos e nunca deixou de ser associado ao nome do cantor sempre que ele volta às manchetes — como agora.

O julgamento está marcado para começar em 15 de junho de 2026.