d4vd compareceu, nesta quinta-feira (23), a um tribunal de Los Angeles em meio a acusações gravíssimas.

Durante a audiência, a promotora Beth Silverman revelou que o iCloud do artista, obtido por investigadores, "contém uma quantidade significativa de pornografia infantil" — uma informação que chocou a corte.

David Anthony Burke, nome real do artista, está preso e acusado de assassinato em primeiro grau de Celeste Rivas Hernandez, uma adolescente californiana de 14 anos cujo corpo foi encontrado desmembrado e em estado avançado de decomposição no porta-malas dianteiro de seu Tesla, rebocado em setembro do ano passado.

Além do homicídio, ele responde por acusações de prática de atos sexuais com menor de idade e mutilação de restos humanos. Burke se declarou inocente em sua audiência de acusação.

De acordo com os promotores, Celeste foi vista pela última vez entrando na casa de Burke em Hollywood Hills, no dia 23 de abril de 2025 — exatamente um ano antes desta audiência —, e nunca mais foi ouvida.

As acusações indicam que ela foi morta naquele mesmo dia, com a mutilação do corpo ocorrendo por volta de 5 de maio.

Durante a sessão desta quinta, a promotora revelou ainda que investigadores obtiveram uma escuta telefônica durante a investigação e que três júris de instrução foram convocados — em novembro, dezembro e fevereiro — não para indiciamento, mas para investigar o caso.

Silverman alertou que, apesar de cinco semanas de trabalho, a polícia de Los Angeles havia carregado apenas cerca de 30% das evidências digitais no sistema acessível à defesa.

O laudo de autopsia, divulgado na quarta-feira (22) pelo Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles, concluiu que a causa da morte de Celeste foi "múltiplas lesões penetrantes" no abdômen superior — incluindo duas facadas, uma no abdômen direito que perfurou o fígado e outra no peito esquerdo.

O laudo de 26 páginas detalha ainda que os membros da vítima foram "desmembrados em vários fragmentos", com sinais severos de decomposição.

d4vd permaneceu impassível durante a audiência, vestindo uniforme laranja de presidiário, com o pulso esquerdo acorrentado à cadeira. Ele falou apenas para consentir com interrupções processuais.

A juíza Charlaine Olmedo marcou uma nova audiência para 29 de abril e o início da audiência preliminar — uma espécie de mini-julgamento com análise pública de evidências — para 1º de maio.

Os advogados de defesa Blair Berk e Marilyn Bednarski afirmaram em nota que seu cliente "não assassinou Celeste Rivas Hernandez e não foi a causa de sua morte".