Jay-Z rebateu a ideia de que bilionários sejam, por definição, pessoas imorais e disse que relacionar riqueza ao caráter “é quase como uma fuga” para evitar encarar o sistema.
(Foto: Reprodução YouTube / GQ)
Em uma rara entrevista à GQ, o rapper, considerado o mais rico do gênero, com uma fortuna de US$ 2,8 bilhões, comentou que é possível “fazer as coisas do jeito certo”, mesmo acumulando dinheiro.
“Sua moralidade define quem você é”, explicou. “Sua moralidade não é definida por uma quantia de dólares. E, se fosse, qual seria esse valor? Onde começa? Se existe um limite como ‘todos os milionários são ruins', então, se eu tiver 999 mil dólares, eu sou bom? Não pode ser assim. Não faz sentido".
“Eu alcancei o sucesso do jeito mais difícil, apesar de como o sistema é estruturado. Tudo estava contra mim. Meu talento enfrentou todos os ventos contrários e foi assim que tive sucesso. E, com esse sucesso, fiz coisas com o meu alcance que eu queria fazer e que foram úteis para muitas pessoas", continuou ele.
“E eu acho que isso é o mais importante — as coisas em que você acredita, aquilo com que você se alinha. Porque uma pessoa com mais dinheiro pode fazer mais bem. É uma escolha. De novo, estamos vivendo no mundo real. Você pode ser realista ou idealista. Esse é o sistema que temos. E, dentro do sistema que temos, o que você vai fazer?”, acrescentou.
Questionado ainda sobre a percepção de que ser bilionário é algo inerentemente errado, ele disse: “Tenho que te dar uma resposta honesta: não há conflito nenhum. Eu não dou a mínima para o que dizem. Você pode acreditar no que quiser. E as pessoas se comportam da maneira que querem — não é uma questão de valor em dinheiro. É quase como uma desculpa. Você passa a demonizar esse grupo de pessoas sem consertar o sistema que realmente existe, que está em funcionamento. O dinheiro pode potencializar isso ou te levar a agir de determinada forma. Mas você já ia agir assim de qualquer jeito.”
A conversa tem vindo à tona no mundo do entretenimento, após artistas, como Billie Eilish por exemplo, questionarem a moralidade de bilionários.
Em outubro, durante o Wall Street Journal 2025 Innovator Awards, ela pediu mais empatia e cobrou que pessoas muito ricas usem seus recursos para ajudar quem precisa, mencionando que havia bilionários presentes na sala, incluindo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.
“Estamos vivendo um momento em que o mundo está realmente muito ruim e muito sombrio, e as pessoas precisam de empatia e ajuda mais do que nunca, especialmente no nosso país”, disse. “Se você tem dinheiro, seria ótimo usá-lo para coisas boas e talvez dar a quem precisa.”
“Eu amo todos vocês, mas tem algumas pessoas aqui que têm muito mais dinheiro do que eu… e se você é bilionário, por que você é bilionário?”, questionou, antes de acrescentar: “Doem seu dinheiro, gente.”
Depois, Billie Eilish voltou a criticar Elon Musk por concentrar riqueza enquanto se aproximava do status de trilionário e compartilhou infográficos sobre possíveis usos desse dinheiro em crises globais, como fome no mundo, preservação de espécies ameaçadas e reconstrução de Gaza, destruída em grande parte pela guerra em curso entre Gaza e Israel. Em seguida, ela o chamou de “maldito patético, covarde de merda."
(Foto: Reprodução YouTube / GQ)
Em uma rara entrevista à GQ, o rapper, considerado o mais rico do gênero, com uma fortuna de US$ 2,8 bilhões, comentou que é possível “fazer as coisas do jeito certo”, mesmo acumulando dinheiro.
“Sua moralidade define quem você é”, explicou. “Sua moralidade não é definida por uma quantia de dólares. E, se fosse, qual seria esse valor? Onde começa? Se existe um limite como ‘todos os milionários são ruins', então, se eu tiver 999 mil dólares, eu sou bom? Não pode ser assim. Não faz sentido".
“Eu alcancei o sucesso do jeito mais difícil, apesar de como o sistema é estruturado. Tudo estava contra mim. Meu talento enfrentou todos os ventos contrários e foi assim que tive sucesso. E, com esse sucesso, fiz coisas com o meu alcance que eu queria fazer e que foram úteis para muitas pessoas", continuou ele.
“E eu acho que isso é o mais importante — as coisas em que você acredita, aquilo com que você se alinha. Porque uma pessoa com mais dinheiro pode fazer mais bem. É uma escolha. De novo, estamos vivendo no mundo real. Você pode ser realista ou idealista. Esse é o sistema que temos. E, dentro do sistema que temos, o que você vai fazer?”, acrescentou.
Questionado ainda sobre a percepção de que ser bilionário é algo inerentemente errado, ele disse: “Tenho que te dar uma resposta honesta: não há conflito nenhum. Eu não dou a mínima para o que dizem. Você pode acreditar no que quiser. E as pessoas se comportam da maneira que querem — não é uma questão de valor em dinheiro. É quase como uma desculpa. Você passa a demonizar esse grupo de pessoas sem consertar o sistema que realmente existe, que está em funcionamento. O dinheiro pode potencializar isso ou te levar a agir de determinada forma. Mas você já ia agir assim de qualquer jeito.”
A conversa tem vindo à tona no mundo do entretenimento, após artistas, como Billie Eilish por exemplo, questionarem a moralidade de bilionários.
Em outubro, durante o Wall Street Journal 2025 Innovator Awards, ela pediu mais empatia e cobrou que pessoas muito ricas usem seus recursos para ajudar quem precisa, mencionando que havia bilionários presentes na sala, incluindo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.
“Estamos vivendo um momento em que o mundo está realmente muito ruim e muito sombrio, e as pessoas precisam de empatia e ajuda mais do que nunca, especialmente no nosso país”, disse. “Se você tem dinheiro, seria ótimo usá-lo para coisas boas e talvez dar a quem precisa.”
“Eu amo todos vocês, mas tem algumas pessoas aqui que têm muito mais dinheiro do que eu… e se você é bilionário, por que você é bilionário?”, questionou, antes de acrescentar: “Doem seu dinheiro, gente.”
Depois, Billie Eilish voltou a criticar Elon Musk por concentrar riqueza enquanto se aproximava do status de trilionário e compartilhou infográficos sobre possíveis usos desse dinheiro em crises globais, como fome no mundo, preservação de espécies ameaçadas e reconstrução de Gaza, destruída em grande parte pela guerra em curso entre Gaza e Israel. Em seguida, ela o chamou de “maldito patético, covarde de merda."








