The Prodigy marcou os 30 anos do hit "Firestarter" e relembrou que o sucesso do single “explodiu do nada”.
(Foto: Reprodução YouTuber)

Lançada em março de 1996, a faixa se consolidou como a maior do grupo e ajudou a levar a cultura rave underground a um público muito mais amplo.

Segundo a banda, o single também representou uma virada interna: foi o primeiro grande hit com o falecido Keith Flint nos vocais e a primeira música do trio a chegar ao topo da parada de singles do Reino Unido, onde permaneceu por três semanas.

Ao revisitar a história, Liam Howlett e Maxim compartilharam um trecho do clipe em preto e branco e escreveram: “Firestarter tem 30 anos. Consigo me lembrar com muita clareza de cada momento escrevendo essa música. Keef entrando no estúdio e ouvindo pela primeira vez, pulando pelas paredes e depois pegando o microfone para gravar seu primeiro vocal.”

Eles também comentaram a recepção inicial e a reação do público: “Foi tudo totalmente espontâneo do jeito que aconteceu, o mesmo com o vídeo. As pessoas se recusaram a tocar na rádio e a apoiar no começo, [mas] a música acabou encontrando seu próprio caminho, seu próprio impulso, e então explodiu do nada. Então, sim, temos orgulho dessa faixa — e orgulho dela pelo Keef.”




A música inclui samples de The Breeders, Art of Noise e Ten City, enquanto o videoclipe foi gravado na estação abandonada de metrô Aldwych Underground e dirigido por Walter Stern.

Quando foi exibido no Top Of The Pops do Reino Unido, em março de 1996, o vídeo bateu recorde de reclamações: 102 pessoas escreveram para criticar a performance de Flint, o cabelo em formato de “chifres de diabo” e a estética considerada perturbadora.



Keith Flint morreu em 2019 após tirar a própria vida. Depois disso, fãs tentaram impulsionar "Firestarter" de volta ao topo das paradas; a música não chegou ao primeiro lugar, mas teve aumento expressivo de interesse e retornou ao Top 100.

Mais recentemente, Howlett voltou a falar sobre o retorno aos palcos sem Flint e sobre o impacto emocional dessa decisão: “Depois de perder o Keith, a gente nem conseguia pensar ou falar sobre a banda. Acho que foi uns dois anos depois da morte dele que eu e o Maxim começamos a tocar no assunto: ‘Será que poderíamos tocar ao vivo de novo? Será que deveríamos? Por quê? Como?' — todo esse tipo de coisa.”

Ele acrescentou: “Percebemos que a única maneira real de saber como nos sentiríamos era fazendo: voltar ao palco e fazer vários shows. Foi muito difícil subir naquele palco sem o nosso irmão, mas realmente sentimos o público ao nosso lado. Aqueles shows foram carregados de emoção, mas saímos do outro lado com a nossa resposta.”