Elas estão entre as músicas mais tocadas da história, viraram marca registrada e ajudaram a impulsionar carreiras, mas nem sempre são motivo de orgulho para quem as criou.

Seja por desgaste, excesso de exposição, falta de identificação artística ou até ressentimento com o próprio passado, alguns artistas e bandas desenvolveram uma relação de amor e ódio com seus maiores hits.

Confira 10 artistas ou bandas que detestam alguns de seus maiores sucessos:

Radiohead – "Creep"

Thom Yorke já deixou claro que está de saco cheio do maior hit de sua banda, lançado em 1993, algumas vezes. O líder do Radiohead já chamou a música, inclusive, de "crap", que significa "merd*" em inglês.

E ele não foi o único: O guitarrista Jonny Greenwood confessou que tentou sabotar a canção durante a gravação, deixando a guitarra soar "bem alta".

Em um show realizado em Montreal ainda nos anos 90, quando a plateia começou a pedir que a banda tocasse o sucesso, Yorke simplesmente mandou um: "Sai fora, cansamos dela".



Oasis - "Wonderwall"

Liam Gallagher declarou que não suporta a faixa que se tornou um dos maiores sucesso mundiais, não só do Oasis, como do rock. Em 2008, o músico deu uma entrevista e disparou: “Eu não suporto essa p* de música! Toda vez que tenho que cantá-la, dá vontade de vomitar.”

Noel Gallagher também admitiu não ser um dos maiores fãs do hit: "É algo inacreditável. ‘Wonderwall' é uma das minhas canções menos preferidas porque ela não está acabada. Se eu pudesse de algum jeito viajar no tempo e voltar até lá, eu provavelmente escolheria outra canção para ser nosso cartão de visitas. Provavelmente ‘Some Might Say'", disse ele à revista Mojo.



Beastie Boys – "(You Gotta) Fight For Your Right (To Party!)

O trio norte-americano de rap rock admitiu ter se arrependido de seu hit lançado nos anos 80. Além de afirmarem que a faixa "era uma droga", Mike D, um dos membros fundadores do grupo, acrescentou: "A única coisa que me entristece é que talvez tenhamos reforçado certos valores de algumas pessoas do nosso público, quando, na verdade, os nossos próprios valores eram totalmente diferentes.”



Coldplay - "Speed Of Sound"

Chris Martin, frontman da banda, explicou que não gosta de tocar essa música ao vivo e também afirmou que, apesar de não achar a faixa ruim, a gravação em estúdio não saiu de acordo com seus próprios padrões e que não consegue nem ouvi-la. "Nós nunca conseguimos gravá-la direito".

“Isso me dói”, disse Martin. “Nós não tocamos essa música. […] Como eu disse, o público percebe muito rápido quando você mesmo não está convencido de algo.”



Madonna - "Like A Virgin"

A Rainha do Pop já expressou sua antipatia por cantar ao vivo ou até ouvir seu sucesso de 1984, chegando a afirmar, em algumas ocasiões, que só voltaria a cantar a canção se recebesse uma quantia enorme por isso. O sentimento teria acontecido justamente por ter ouvido a música vezes demais em público.

Ela também já demonstrou cansaço em relação aos seus hits pop mais antigos dos anos 1980, embora sua canção menos favorita tenha variado ao longo do tempo — em determinado momento, chegou a citar “Material Girl” como uma música que nunca mais gostaria de ouvir.



R.E.M. - "Shiny Happy People"

Michael Stipe, vocalista do R.E.M., sempre teve uma relação complicada com essa música, um dos maiores sucessos comerciais da banda. Embora a faixa tenha chegado ao top 10 nas paradas dos EUA e do Reino Unido em 1991, Stipe chegou a dizer que não a via como representativa do espírito do R.E.M. e que “não gosta de cantá-la ao vivo", descrevendo-a como uma canção pop infantil, algo que ele considerava com apelo limitado e até um pouco embaraçoso pelo enorme sucesso que alcançou.



Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"

O Nirvana também teve uma relação conflituosa com seu maior sucesso, Embora a música tenha se tornado um hino do rock dos anos 1990 e responsável por levar o grunge ao mainstream, Kurt Cobain passou a demonstrar incômodo com o impacto desproporcional da faixa.

Em entrevistas oficiais, Cobain afirmou que se sentia frustrado pelo público focar quase exclusivamente nessa música, ignorando outras composições que ele considerava mais profundas e representativas da banda. Em determinados momentos, chegou a dizer que se sentia “desconectado” da canção e que tocá-la ao vivo se tornava quase uma obrigação, não um prazer.



Guns N' Roses - "Sweet Child O' Mine"

A música nasceu quase por acaso, a partir de um exercício de guitarra de Slash, que ele próprio já descreveu como algo que nunca imaginou virar um hit mundial.

Com o sucesso estrondoso da canção, o guitarrista passou a ter uma relação ainda mais distante com ela, por sentir que era uma "balada animadinha", bem diferente da versão mais agressiva ou crua que ele enxergava como a verdadeira essência do Guns N' Roses. Em entrevistas, o músico afirmou que o solo "dramático" era o que salvava o hit em sua opinião.



Lorde - "Royals"

Apesar de “Royals” ter se tornado um enorme sucesso — alcançando o topo da Billboard Hot 100 por nove semanas e vencendo o Grammy de Canção do Ano — Lorde já deixou claro em entrevistas que não a considera sua melhor obra. Em discussões com a imprensa, a cantora explicou que entende por que a música funcionou tão bem comercialmente, mas sente que a melodia e os elementos dela não são tão bons quanto o que ela poderia escrever hoje, especialmente porque escreveu a canção muito jovem, quando tinha apenas 15 anos, e agora a vê um pouco como um “relicário” de sua juventude

“Eu ouço pessoas fazendo covers da música e colocando a própria interpretação nelas. E eu escuto a música de todas as formas possíveis, exceto a versão que eu lancei… e percebo que, na verdade, ela soa horrível! Parece um toque de celular de um Nokia de 2006! Nenhuma das melodias é legal ou boa! É desastroso. Horrível… Mas, por algum motivo, dentro do contexto da forma como eu a lancei, simplesmente funcionou", disse ela.



Miley Cyrus - "Wrecking Ball"

Miley Cyrus também já demonstrou desconforto com Wrecking Ball, um dos maiores hits de sua carreira. Apesar do enorme sucesso comercial — que levou a música ao topo das paradas mundiais — Miley afirmou em entrevistas que a faixa e, principalmente, o videoclipe acabaram se tornando um fardo. Segundo a própria cantora, a canção ficou excessivamente associada a uma imagem e a um momento específico de sua vida do qual ela tentou se distanciar depois.

“Eu nunca vou me livrar disso. Sempre vou ser a garota nua na bola de demolição", desabafou ela. "Eu deveria ter pensado por quanto tempo isso iria me acompanhar.”

Miley também já afirmou que hoje está “menos impressionada” com a música, já que ela não reflete seu estilo artístico atual.