Tegan And Sara - Love You to Death

O som das duas foi sendo aprimorado disco a disco, tornando-se mais expansivo e masi e mais acessível. A guinada definitiva se deu em "Heartthrob" com as irmãs assumindo de vez a música pop como sua profissão de fé.

Com pouco mais de 30 minutos e apenas dez músicas, esse é um daqueles discos que se escuta de cabo a rabo com prazer. A mistura de climas mais retrô - o synthpop dos anos 80 é uma presença constante - com outros mais atuais funciona bem, e o material todo é de primeira linha. Tegan and Sara fazem assim um álbum que tem potenciais hits radiofônicos e de pistas de dança, mas que também pode ser ouvido em casa tanto por fãs de música pop como por admiradores de música eletrônica e sons mais alternativos.
Ouça "Boyfriend com Tegan And Sara presente no álbum "Love YouTo Death"
Roxette - Good Karma

Talvez por isso Marie Fredriksson e Per Gessle nunca tenham sido vistos com bons olhos pelos críticos. Mas hoje é fácil ver que os hits da dupla - muitos tidos como descartáveis - sobreviveram muito bem ao tempo, também pelo fator nostálgico que elas evocam.

O trabalho também é recomendado para os mais jovens, que porventura não os conheça e, sim, ao pessoal que tinha certa bronca dos suecos há algumas décadas.
Ouça "It Just Happens" com o Roxette presente no álbum Good Karma
Paul Simon - Stranger To Stranger

"Stranger To Stranger" é apenas o seu 13° álbum solo e, assim como praticamente toda sua obra, que inclui também os trabalhos com Simon & Garfunkel, mostra-se fundamental.
O interessante nos seus discos dele, é a sua capacidade de surpreender.
Simon sempre encontra novas maneiras de ornamentar as suas composições e isso vem desde os anos 70, quando adicionou elementos da música jamaicana e de Nova Orleans em seu som. Depois ele ainda faria fusões com a música africana e da Bahia e até gravaria uma álbum com texturas eletrônicas com Brian Eno.

Assim, fica claro, que esse é um trabalho para ser ouvido com atenção e por algumas vezes para que ele se revele por inteiro.
Já a sensação de que estamos diante de um dos grandes discos de 2016, surge logo depois dos primeiros minutos de "The Werewolf" a faixa de abertura desse álbum muito recomendável.
Ouça "Wristband" com Paul Simon presente no álbum "Stranger To Stranger"