Seu amor, quando nasceu, na garganta a voz fechou. Nem casca de aroeira resolveu e o amor infeccionou.
Seu amor, quando chegou, a pressão logo subiu. Nem chá de graviola: não baixou, nem mais o amor saiu.
Tive febre, tomei losna, hortelã, fiz emplastro e nada adiantou. Fiz compressa, cataplasma, quinina: Que nada! Era febre de amor!
Seu amor, quando bateu, foi que nem pedra no rim. Nem chá de quebra-pedra me valeu, nem esse amor tem fim.
Seu amor, quando pegou, foi que nem doença ruim. Nem mel, leite, agrião, nem mesmo a dor leva esse amor de mim.
Me queimei, botei babosa, batata, manteiga, azeite, não passou. Fiz ungüento, fiz pomada, que nada: queimada era fogo de amor.
Seu amor, quando doeu, foi o bicho que ferrou. Nem com fumo de rolo protegeu o vírus desse amor.
Seu amor, quando acabou, o meu peito adoeceu. Nem catuaba em casca me salvou depois que o amor morreu...
Compositores: Milton Lima dos Santos Filho (Miltinho) (UBC), Paulo Cesar Francisco Pinheiro (Paulinho Pinheiro) (AMAR)Editor: Edicoes Musicais Cordilheiras Ltda. (AMAR)Administração: Sony Music (UBC)Publicado em 1985 (01/Set) e lançado em 1985 (01/Nov)ECAD verificado obra #1550344 e fonograma #673046 em 11/Abr/2024 com dados da UBEM