Outra noite começa e você tá no mesmo sofá Pensando no mesmo problema de ontem Com um copo na mão Tentando não pensar O peso de uma vida inteira Tentando fugir sem sair do lugar Cê achou que o copo na mão podia te ajudar Por isso que a mãe dos filhos achou que é melhor não ficar Toda escolha tem uma consequência Na época você não tinha ciência que essa não dava pra voltar atrás
Toda noite cê afoga o passado em cada gole dessa anestesia E toda manhã o mesmo passado é a primeira coisa que te dá bom dia Você achava que era brincadeira e que viveria com a sua decisão Por isso que toda noite você volta pro início de tudo com o mesmo copo na mão (Com o mesmo copo na mão) (Hoje eu espero que não)
E logo você que jurou que ia ser diferente Que não seria pro seu filho o pai que seu pai foi pra você Violento e ausente Repetiu o ciclo sem nem perceber Inconsciente Nem sobrou tempo de se arrepender Sobrou tempo sim, mano Você sabe, não mente Você ainda tenta se agarrar no orgulho achando que existe vergonha em mudar Só existe vergonha na sua covardia de não ter coragem sequer de tentar
Você não é uma criança Mas tinha uma criança em casa quando começou a beber sem parar E essa criança cresceu sem saber se você ia tá lá Cresceu sem saber se você ia beber pegar o carro e se acidentar Cresceu sem saber se você ia beber chegar em casa e começar a gritar Cresceu sem saber se você ia beber e um belo dia decidir não voltar Cresceu sem saber se você ia beber ou se você ia parar
Eu sei que é difícil mudar É mais difícil ainda aceitar o perdão Por isso todo dia eu volto aqui esperando não te ver com o copo na mão (Com o mesmo copo na mão) (Hoje eu espero que não) (Com o mesmo copo na mão)
Compositores: Lucas Luan Queiroz Alves da Cunha (ABRAMUS), Ugo Pereira Fonseca (UBC)Editor: Habibo (UBC)Administração: Universal Music Publishing Mgb Brasil Ltda (UBC)ECAD verificado obra #39471742 em 20/Abr/2024 com dados da UBEM