Trabalhei um mês com um caminhão E o meu patrão era um tal mané Me pagou a conta e me mandou passear Depois de xingar a classe dos chofer
E o homem tinha toda a sua razão Com o seu caminhão lá no canindé Um poste e uma casa eu desmantelei Quando manobrei o carro em marcha ré
Como em nossa vida logo tudo passa Eu entrei na praça em carro de aluguel Trabalhando à noite como empregado Num ponto afamado na praça da sé
Eu tinha mania da velocidade Dentro da cidade eu metia o pé O meu apelido era "pé na tábua" Eu dizia: N'água salve quem puder
Cabelo penteado, meu boné de lado Sempre assanhado quando via mulher Eu pagava multa quase todos mês E algumas vezes duas tres até
Sempre mariscando eu formava pega Fechando o colega sempre de má fé Dei uma trombada perdi o para-lama E fiquei de cama com gesso no pé
Com a minha mania de cabra largado Fui prejudicado, veja como é A guarda civil me tirou a carteira Para o bem da ordeira classe de chofer
E até foi bao que isso aconteceu Pois agora eu vejo boa maré Mudei profissao e ganho dinheiro Hoje sou violeiro lá no sumaré
Compositores: Ado Benatti (UBC), Jose Angelo de Campos (Bigua) (SADEMBRA), Luiz Raymundo (Luizinho) (UBC)Editor: Universal Music Publishing Mgb Brasil Ltda (UBC)ECAD verificado obra #32211 e fonograma #261097 em 10/Abr/2024 com dados da UBEM