Vinte meses em claro Quase dois anos sem dormir Prece rezada em longos atos "senhor, arraste-os para onde eles Não possam mais mentir"
O mundo exige um linchamento (minha memória retorcida em um grande nó) Mas eu de nada me arrependo (minha memória retorcida em um grande nó)
Quem é o mais covarde? Eu não saberia dizer Porque eles só me atacam em bandos Só agrupados em centenas eles ousam aparecer
O mundo exige um linchamento (minha memória retorcida em um grande nó) Mas eu de nada me arrependo (minha memória retorcida em um grande nó)
Cabe a ti Esse é o seu papel Permaneça em pé Ouça somente a si mesmo (ou ao que lhe convém ouvir)
Com tanto gosto, ela ressurge Recitando velhos sermões Berrados a plenos pulmões "enfim o caçula cresceu, agora há um filho seu Que o mundo não aprova Que a sua própria seita ignora Como um perna amputada Que ainda coça, apesar de ausente"
"vista-se em lágrimas que jorrem sem cessar", Ordena a voz que me persegue sem cansar
Ah, eu conheço bem Quem me assombra Tão dedicado a min...