Meus olhos quando não vidraças Fitam sob a força das pálpebras Vou conter uma tempestade, eu não choro Nessa idade qualquer coisa vira terremoto
São Meus olhos que molham São Meus olhos que molham
Seus olhos alfinetes afiados Me estouram, me estragam, me atravessam À prova de falas, óculos escuros Proteger-me da justiça, do marulho
São Seus olhos que molham São Seus olhos que molham
Restam 8, sobram 4 Restam 2, fica 1 Todo ciclope só tem olho Para um único 1
Restam 8, sobram 4 Restam 2, fica 1 Todo ciclope só tem olho Para um único 1
E mais ninguém E mais nenhum E mais ninguém
Não há mormaço ou amor comum Que suspenda a ação do olho nu Cortinas fechadas pra luz que é oração Mais ou menos olhos, sobram molham
E vão Nossos olhos se molham E vão Nossos olhos se molham
E vão Nossos olhos se molham E vão Nossos olhos se molham
E são
Compositores: Sinuhe Laurenti Preto (UBC), Thiago Luiz de Carvalho Lima (Lucali) (UBC)Publicado em 2020 (21/Jan) e lançado em 2019 (21/Nov)ECAD verificado obra #24171992 e fonograma #20000803 em 23/Abr/2024 com dados da UBEM