Comprei uma mata virgem do coronel bento lira fiz um rancho de barrote amarrei com cipó Cambira fiz na beira da lagoa só para pescar traíra eu não me incomodo se me chamam de caipira no lugar que índio canta muita gente admira
canoa fiz de paineira varejão de guaiuvira a boita pesa uma arroba dois remos de sucupira se jogo a tarrafa na água sozinho um homem não tira capivara é bicho arisco quando cai na minha mira puxo o arco e jogo a flecha lá no barranco revira
eu sou grande pescador também gosto de catira quando eu entro num pagode não tem quem não se admira no repique da viola contente o povo delira se a tristeza está na festa eu chego ela se retira Bato palma e bato o pé até as moças suspiram
muita gente não conhece o cantar da curruíra nem sabe o gosto que tem a pinga com sucupira Morando lá na cidade não se come Cambuquira É por isso que eu gosto do sistema do caipira Pode até ficar de fogo ele não conta mentira
Compositores: Adauto Ezequiel (Carreirinho) (SBACEM), Antonio Borges de Alvarenga (Cacique) (ABRAMUS)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 2006 (05/Out) e lançado em 2001 (24/Abr)ECAD verificado obra #22771 e fonograma #1120749 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM