Baseado em carne viva e fatos reais É o sangue dos meus que escorre pelas marginais E vocês fazem tão pouco mas falam demais Fazem filhos iguais, assim como seus pais
Tão normais e banais em processos mentais Sem sistema digestivo lutam para manter vivo o morto-vivo Morto Vivo Morto Morto Morto Viva
Bomba pra caralho, bala de borracha Censura, fratura exposta, fatura da viatura Que não atura pobre, preta, revoltada Sem vergonha, sem justiça, tem medo de nós
Não suporta a ameaça dessa raça Que pra sua desgraça a gente acende, aponta, mata a cobra, arranca o pau Tem fogo no rabo, passa, faz fumaça, faça chuva ou faça sol É o ó, o ócio do comício, em ofício
Que policial, comércio de lucros e loucos Que aos poucos arrancam o couro dos outros, mais pretos que louros, os mouros Morenos, mulatos, pardos, de papel passado, presente, futuro mais-que-perfeito Em cima do muro, embaixo de murro, no morro, na marra
Quem morre sou eu? Ou sou eu quem mata?
Quem mata, quem muta, quem mata sou eu, ou sou eu quem mata? Quem mata, quem muta, quem mata sou eu, ou sou eu quem mata?
Compositor: Lina Pereira dos Santos (ABRAMUS)Editor: Boa Musica Brasil Direitos Musicais Ltda (UBC)Publicado em 2017 (02/Out) e lançado em 2017 (01/Jun)ECAD verificado obra #31273186 e fonograma #14371698 em 21/Abr/2024