Enquanto a cidade dorme Sertão está de plantão Vê se no céu relampeja Ou se escuta o trovão Pedindo pra vir a chuva Pra regar a plantação
E quando a nuvem aparece Sobre a floresta despeja Primeiras gotas que caem São lágrimas sertanejas
Corre no mundo a notícia Petróleo vai se acabar Quando isto acontecer A Terra pode parar
Vai fechar muitas industrias De grande fabricação Até o meio de transporte Vai ter paralisação Enquanto houver sol e chuva Não vai parar meu sertão
Se meu trator silenciar Por falta de combustão A minha trela de burro Logo já entra em ação
O meu velho tombador A carpideira e o arado Sem ter dia e sem ter hora Eles trabalham dobrado Virando a terra e plantando Vão dar conta do recado
E quando na rodovia Não passar mais caminhão Meu velho carro me espera Lá no fundo do galpão
Minha boiada carreira Tá sorta nas invernadas De manhãzinha me acorda Berrando pelas quebradas Parece sentir comigo Vamos voltar nas estradas
Por isso então nossa gente Não tenham medo da vida Vamos voltar ao passado De tantas histórias esquecidas
O sertão manda recado A toda a pátria querida O diabo fecha uma porta Deus abre novas saídas No prato de vossos filhos Nunca vai faltar comida
Compositores: Manoel Cervan Vidal (Manoel Moreno) (SICAM), Miguel Cervan Vidal (Miguel Vidal) (SICAM)Editor: Warner (UBC)ECAD verificado obra #60520 e fonograma #121653 em 03/Abr/2024 com dados da UBEM