Fui dar os meus passeios na minha mula ruzia Foi a minha sina sorte, quase moro nesse dia Sendo que eu não merecia... Dois tiros de garrucha vi na minha direção Minha mula refugou, passou raspando no chão, Foi a minha salvação.
No mourão do mata burro o cara tava escondido Descobri o esconderijo pelo clarão do estampido E rumei no seu sentido... Dei sinal pra minha mula que pisou na macieza Dei a volta na porteira peguei ela de surpresa Era o Chico da Tereza.
Com rabo de tatu eu peguei não vão da orelha O caboclo não gostou fez uma cara tão feia Jogando o corpo na areia... Amarei ele na mula e levei pro delegado Companheiro ficou preso no xadrez ficou guardado Vendo o sol nascer quadrado.
Virei o mulão no pasto e voltei lá pra fazenda A Tereza me esperava com seu vestido de renda Tava linda minha prenda... Toquei ela na garupa fui morar em Santa Rita Duas coisas nesse mundo que me coração palpita Mula boa e “muié” bonita.
Compositor: PalmeiraPublicado em 2005 (21/Jun) e lançado em 2005 (01/Abr)ECAD verificado fonograma #931904 em 03/Abr/2024 com dados da UBEM