Numa tasca bem castiça De paredes de caliça Um cartaz se destacava; Foi uma grande toirada Disse, da mesa avinhada Um campino que ali estava
De manhã o sol nascia E já ao longe se ouviam Os foguetes a estalar Vinha a tarde sorridente Foi aos toiros toda a gente Estava a praça a abarrotar
O Simão, alegre e vivo Cravou seis ferros ao estribo Num toiro dos de Bandeira Mascarenhas, de meia praça Pega com a fina graça Desse Marquês de Fronteira
Depois, o mestre João Arrancou grande ovação Com o seu novo tourerar E num toiro de Salgueiro Foi Ricardo o cernelheiro Jorque Duque a rabejar
Quando o campino acabou Toda a gente reparou Que estava quase a chorar Ficou na tasca castiça Com paredes de caliça Um cartaz p’ra recordar
Compositor: Manuel de Andrade / Alfredo Duarte *marcha do Marceneiro*