Peregrino
Sonhos como um caleidoscópio
A vida é só uma lista de merda que escrevi
De tudo que eu já quebrei
Um circo de destroços
De cada palavra afiada que falei
Cada cigarro que fumei
Se algum dia te disseram pra não, não mude nunca nada
Flutuando pelo rio do tempo
Ensine este peregrino a brilhar
Flutuando pelo rio
O que vai ser?
Você não pode levar o que não é meu
Oh
A enchente que vem em todos os meus sonhos
Um tsunami de memórias
Me leve aonde vão me enterrar
Me apresente às pedras
Por cada tijolo, e cada viga
Um escravo vai trabalhar, suar e sangrar
E um arquiteto recolhe seu pagamento
Toda enchente corre pra casa
Flutuando pelo rio do tempo
Você não pode levar o que não é meu
Flutuando pelo rio
O que vai ser?
Ensine este peregrino a morrer
Oh
Antes que o sol complete seu arco
E nos deixe no inverno e no escuro
Existe uma língua aqui ou só marcas estranhas?
Algum alfabeto de almas
Algumas memórias sussurram comentários baixos
Outras, latidos que nunca cessam
Como cães em algum parque sem sol
Cavando buracos pra sempre
Flutuando pelos rios do tempo
Leve este peregrino, faça-o brilhar
Flutuando pelo rio
O que vai ser?
Ensine este peregrino a morrer
O dia vai chegar quando eu acordar
E o vento frio do amanhecer vai dizer
'Não me importa se você vai ou fica, só não esqueça sua alma'
Vaidade como placas de chumbo
Me proteja do que irradia
A realidade é este velório honesto
Passe por mim e siga em frente
Flutuando pelos rios do tempo
Você não pode levar o que não é meu
Flutuando pelo rio
O que vai ser?
Ensine este peregrino a morrer
Pilgrim
Dreams like a kaleidoscope
Life's just some shitty list I wrote
Of everything I've ever broke
A circus of debris
Of every jagged word I've spoke
Every cigarette I've smoked
If ever you were told to, don't, don't ever change a thing
Floating down the stream of time
Teach this pilgrim how to shine
Floating down the stream
What's it gonna be?
You can't take what isn't mine
Oh
The flood that comеs in all my dreams
A tsunami of memories
Takе me where they'll bury me
Acquaint me with the stones
For every brick, and every beam
A slave will work, and sweat, and bleed
And an architect collects his fee
All floods do run to home
Floating down the stream of time
You can't take what isn't mine
Floating down the stream
What's it gonna be?
Teach this pilgrim how to die
Oh
Before the sun completes its arc
And leaves us wintering and dark
Is there a language here or just strange marks?
Some alphabet of souls
Some memories whisper low remarks
Others, never ceasing bark
Like dogs in some sunless park
Forever digging holes
Floating down the streams of time
Take this pilgrim, make him shine
Floating down the stream
What's it gonna be?
Teach this pilgrim how to die
The day will come when I awake
And the cold wind of the dawn will say
'I don't care if you go or stay, just don't forget your soul'
Vanity like leaden plates
Protect me from what radiates
Reality's this honest wake
Pass through me and go on
Floating down the streams of time
You can't take what isn't mine
Floating down the stream
What's it gonna be?
Teach this pilgrim how to die
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