O sol bem baixinho tingindo o poente De ouro e azul coloriu o horizonte Uma réstia de luz a escapar das restingas Que ainda ficaram na encosta do monte
Das matas que um dia margeavam as estradas Apenas coivaras nesta capoeira Aperto meu trote fujo do destino Bem antes que a noite chegue por inteiro
As mãos calejadas da intensa labuta Meu corpo cansado, minha alma sombria Apenas retalhos e sobras de um nada No alforje guardado com a pouca alegria
O pouso é incerto porem não me assusta Eu sigo seguro, levando nas veias Bravura de quem já nasceu sertanejo E nunca deixou se atar pelas peias
E sob estrelas estendo a manta Ao senhor em silêncio desfio uma prece Meu olhar reflete sonhos de criança A lua de prata imensa aparece Me sinto pequeno, que assim me comparo Uma gota de orvalho brincando entre as plantas
Compositores: Ivanildo Francisco de Souza (Ivan Souza) (ABRAMUS), Julio Cesar Borges Garcia (J. Cesar) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #16774553 em 22/Jun/2024 com dados da UBEM