E foram tantas promessas De festa em festa hoje estou aqui Briguei com o mundo por nada e a sorte assustada Se afastou de mim Me achava dono do tempo Por muitos momentos um ser imortal Mas o espelho não mente e mostra pra gente A arte final
Feito um carona na vida, viagem de ida Sem olhar pra trás Saudade só na poeira eu era a estrela De um show em cartaz Toda razão era minha E eu sempre tinha o destino nas mãos Eu era o cara, o sucesso a rima do verso O rei da ilusão
Mas uma vez distraído Brigado comigo querendo ainda mais Eu tropecei no orgulho e de lá do meu mundo Eu olhei pra trás Vi meu passado tão morto E nem do meu rosto lembravam mais Valorizei tanto o nada, perdi nas estradas Amigos leais
Eu sou a sobra de tudo Plantei no escuro e o escuro colhi A casa já ta fechada e a plateia calada Não vem me aplaudir O meu cachê quase nada, moedas jogadas junto ao violão Só sobrou ele e mais nada, seu choro é quem paga Minha solidão
Compositor: Ivanildo Francisco de Souza (Ivan Souza) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #10025517 em 22/Jun/2024 com dados da UBEM