Vendo a lua engrandecida da soleira da janela Com minha alma embevecida ao olhar coisa tão bela Já me vem ao pensamento minha terna mocidade Emoções neste momento me fazem sentir saudade
Eu vi tropeiros e boiadas, a cruzar pelo estradão Vi chegar as arribadas, caminhando em lentidão Ouvi contar das peonadas, das histórias do sertão Vendo a noite iluminada, com a fogueira no galpão
Eu me sinto agradecido por ali eu ter estado Por histórias comovido, relembrar do meu passado Alegrias e tristezas, tudo teve o teu sentido E as lembranças com certeza, voltam pra mexer comigo
Eu trabalhei nas empreitadas, ajudei fazer currais Já rocei nas invernadas, derrubei os matagais Mas a poeira levantada, quando os cascos cortam o chão Essa sim ficou grudada, na pele e no coração
Compositores: Ivanildo Francisco de Souza (Ivan Souza) (ABRAMUS), Julio Cesar Borges Garcia (J. Cesar) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #16774562 em 22/Jun/2024 com dados da UBEM