No dia da partida após uma promessa Ardiam na lareira os ramos de alecrim A fé foi repartida não há quem nos impeça De guardar a vida inteira a esperança sem ter fim
As heras enredadas em nós ao abandono Na varanda envelhecida pela chuva impiedosa Traçaram as vidraças de sombra, luz e sono Vontade adormecida nos folhos duma rosa
Na morte desse inverno renasceu a primavera Há no céu cinzento e terno a verdade que não espera Da nascente até ao rio a derradeira jornada Terra aberta mata o frio arde em fim noite calada.
Compositor: Aldina Duarte e Alfredo Marceneiro (Fado Alexandrino do Marceneiro)