Sorrindo peguei o pincel Deixei a dor pintar Com a tela branca tinturei seus olhos O sonho chora
Não há razão no meio da desilusão Quem mais terá coragem de nascer no meu peito?
Deixei as tintas correrem só No leito branco Onde posso te desenhar do meu jeito Cabendo em mim
Mas há paixão em quadros mortos No choro ou na canção Um pouco do sol de cada céu
Enquanto eu puder pintar Te moldo do meu jeito Sem deixar, sem pesar Os traços de um amor perfeito
Sem saber para onde ir Fui tingindo a verdade Sufocado pela lembrança Descolori a saudade
Calado entre pincéis Chorei na aquarela só Escorreu na minha tela O ódio, o amor e o suor
Enquanto eu puder pintar Te moldo do meu jeito Sem deixar, sem pesar Os traços de um amor perfeito
Enfim a pintura tomou traços finais Te vi então virgem Chorei o último desejo de te ter E cabisbaixo apaguei as luzes do meu atelier
Compositores: Luis Eduardo Oliveira Lopes, Mateus de Campos Lopes (Mateus Lopes) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #3376453 em 26/Mai/2024 com dados da UBEM