Duduca e Dalvan

Utopia

Duduca e Dalvan

Espinheira


Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A famĂ­lia se ajuntava
LĂĄ no alpendre a conversar

Meus pai nĂŁo tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante nĂŁo faltava
Seu sorriso, seu olhar

Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamĂŁe nos defendia
tudo aos poucos se ajeitava

O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo entĂŁo queria
Ver papai cantar pra gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente

O tempo passa
E eu vejo a maravilha
De se ter uma famĂ­lia
Enquanto muitos nĂŁo a tem
Agora falam
Do desquite, do divĂłrcio
O amor virou consĂłrcio
Compromisso de ninguém

HĂĄ tantos filhos
Que bem mais do que um palĂĄcio
Gostariam de um abraço
E do carinho de seus pais
Se os pais amassem
O divĂłrcio nĂŁo viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz
Compositor: Jose Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho Scj) (ABRAMUS)Editor: Instituto Alberione (ABRAMUS)Publicado em 2001 e lançado em 2000 (16/Out)ECAD verificado obra #651661 e fonograma #3092763 em 02/Abr/2024 com dados da UBEM

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