Em todas as tardes de sol castigante Não muito distante eu vejo sair Da porta da sede de uma fazenda A moça mais linda que eu conheci
E segue o caminho que leva ao riacho Um pouco pra baixo da onde eu estou Entre as paredes de uma tapera A onde a espera jamais terminou
A água corrente da queda que leva Ao bater nas pedras daquele lugar Parece fumaça que aos poucos se espalha Na pequena praia aonde ela está
Quando se liberta das roupas que usa Meus olhos recusam ver outro lugar Seu corpo realça com a natureza Cenas com certeza que irão reprisar
Após um mergulho na água gelada Se sente amparada e jamais percebeu Que é sempre vista sob o sol ardente Na areia quente que o sol aqueceu
Ao esculturar um corpo na areia Ela se bronzeia sempre um pouco mais E quando ela abraça o corpo nas mãos Demonstra anseios no gesto que faz
Enquanto admiro seu corpo bonito Eu ouço num grito uma voz lhe chamar Ela vai embora, eu fico sofrendo Chorando e torcendo pra ela voltar
Compositores: Odivo de Oliveira (Joao Fantasma(cantor Misteriso) (SICAM), Sebastiao Ferreira da Silva (Ferreira) (SICAM)Editor: Warner (UBC)Publicado em 1998 (10/Set) e lançado em 1979 (15/Out)ECAD verificado obra #6384687 e fonograma #1121950 em 02/Abr/2024